13/05/2021 às 12h00min - Atualizada em 13/05/2021 às 12h00min

Drones aperfeiçoam trabalhos de salvamento do Corpo de Bombeiros em Uberlândia

Equipamentos auxiliam no mapeamento de incêndios e busca de pessoas desaparecidas em matas, além de otimizar tempo das ocorrências e tornar as ações mais assertivas

BRUNA MERLIN
Atualmente, cidade conta com nove pilotos de RPAs em ocorrências I Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação
Desde o início do ano, o 5º Batalhão do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais em Uberlândia conta com a atuação de drones para aperfeiçoar os trabalhos em diversas ocorrências. Atualmente, a cidade tem nove pilotos treinados e a expectativa é que a nova tecnologia seja cada vez mais inserida nas atividades de segurança e salvamento.
 
De acordo com o sargento Mourão, os drones ou RPAs, como são conhecidos para uso profissional, foram implantados no Corpo de Bombeiros de Minas Gerais durante os trabalhos de salvamento após os rompimentos das barragens de Mariana e Brumadinho, que aconteceram em 2015 e 2019, respectivamente.
 
“Na época, os equipamentos foram importantes para as buscas de vítimas em locais de difícil acesso para os militares. Desde então, o órgão começou a implementação dos RPAs nos batalhões em diversas cidades do estado”, afirmou.
 
Em Uberlândia e nos municípios próximos que são atendidos pelo 5º Batalhão, os drones são muito utilizados em incêndios florestais para a verificação da área que está em chamas e também para o mapeamento de possíveis riscos. Os equipamentos são importantes para melhorar a distribuição do efetivo e tornar as ações e soluções mais assertivas.
 
“Com as câmeras de alta performance, é possível mapear a magnitude das chamas, em qual sentido elas estão se direcionando, se existem riscos maiores que podem atingir edificações ou áreas com animais. Tudo isso em um tempo otimizado e com mais precisão”, complementou o sargento.
 
Os equipamentos também vêm sendo utilizados para buscas de pessoas desaparecidas em matas da região, em ocorrências de afogamento em represas e cachoeiras, bem como em operações de prevenção a incêndios em áreas de alto risco, principalmente durante o tempo da seca.
 
“Com a tecnologia conseguimos ver áreas de longe alcance e que são de difícil acesso. Os equipamentos conseguem entrar em locais mais fechados ou estreitos para realizar o mapeamento da ocorrência”, detalhou Mourão.
 
Além de aperfeiçoar o trabalho dos bombeiros, os RPAs estão se tornando mais viáveis do que helicópteros e outras aeronaves que têm um custo muito alto para operação e não conseguem chegar em locais específicos.
 
A expectativa é que a tecnologia amplie cada vez mais as atividades da segurança pública na cidade. O sargento Mourão já adiantou que ainda neste ano a intenção é formar novas turmas de pilotos e receber mais equipamentos que contam com um melhor desempenho, principalmente para os trabalhos noturnos.
 
“Nosso objetivo é formar mais 18 pilotos em agosto deste ano para ampliar as atividades. Também devem ser entregues novos RPAs com tecnologia de visão noturna para ocorrências durante à noite”, finalizou o militar.
 
 
 

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