27/01/2021 às 09h30min - Atualizada em 27/01/2021 às 10h20min

Profissionais da educação pedem vacinação para retorno das aulas presenciais em Uberlândia

Trabalhadores protocolaram um abaixo-assinado com a reivindicação; volta das atividades escolares está prevista para 8 de fevereiro

BRUNA MERLIN
Profissionais da educação protocolaram um abaixo-assinado reivindicando a vacinação contra a Covid-19 antes do retorno das aulas presenciais em Uberlândia. O documento recebeu 1.619 assinaturas de trabalhadores que fazem esta solicitação para este grupo.

Na tarde desta terça-feira (26), a Secretaria Municipal de Educação (SME) confirmou a volta de parte das aulas presenciais, tanto nas escolas municipais quanto particulares, no dia 8 de fevereiro. Segundo a representante do Sindicato dos Professores Municipais de Uberlândia (Sinpmu)
, Junia Alba, os professores e outros trabalhadores das instituições de ensino precisam ser imunizados antes da retomada das atividades presenciais já que eles têm contato direto com os alunos e pais.

“Essa programação é um absurdo. Uma falta de responsabilidade com todos os envolvidos. Somos contra essa decisão e iremos correr atrás para que seja feito algo”, explicou.

Conforme divulgado pelo Município no dia 15 de janeiro, os profissionais da educação fazem parte da quarta etapa de vacinação, que também inclui trabalhadores do transporte público e funcionários dos sistemas prisionais. Atualmente, a Secretaria Municipal de Saúde atua na primeira etapa da imunização, que é destinada aos profissionais de saúde e idosos.

Na última segunda-feira (25), o Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Uberlândia (Sintrasp) emitiu um ofício à Secretaria Municipal de Educação demonstrando preocupação com o retorno das atividades presenciais e solicitou que algumas ações sejam realizadas. Além da vacinação dos servidores, o Sindicado também pediu reforço na higienização das escolas, maior fiscalização e monitoramento dos alunos, aferição diária de temperatura de todos que entrem nas instituições e a obrigatoriedade do uso da máscara de proteção individual.

“Toda essa programação de volta às aulas está muito bagunçada e pouco esclarecida. Como irá funcionar esse sistema híbrido? Como vão controlar o distanciamento de crianças? Terão mais salas? Mais profissionais”, ressaltou Alba.

Por fim, a representante do Sinpmu esclareceu, ainda, que, caso não seja feito algo em relação às solicitações, os profissionais da educação pretendem fazer uma paralisação geral a partir do dia 8 de fevereiro.

O Diário de Uberlândia entrou em contato com a Prefeitura de Uberlândia e solicitou um posicionamento sobre as solicitações dos trabalhadores. Além disso, a reportagem questionou se os profissionais da educação seguem na lista da quarta etapa de vacinação. No entanto, até a publicação desta matéria, não houve retorno.


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