08/01/2021 às 08h00min - Atualizada em 08/01/2021 às 08h00min

Pena Branca & Xavantinho são homenageados em festival

Devido à pandemia da Covid-19, todo o festival será apresentado pela internet

AGÊNCIA BRASIL
Repertório dos violeiros será revisitado em evento que vai até domingo (10) | Foto: Reprodução Facebook

Começou nesta semana a 3ª edição do Festival de Arte Vale do Paraíba, neste ano homenageando a dupla de viola caipira Pena Branca & Xavantinho. O repertório construído em quase 40 anos de carreira pela dupla será revisitado por 20 artistas brasileiros até domingo (10).

Pena Branca & Xavantinho, que nasceu em Uberlândia, em 1934, iniciaram a carreira em 1962, em Minas Gerais. Em 1968, a dupla se mudou para São Paulo, onde conseguiu abrir caminhos para o sucesso. “Foram descobertos pela Inezita Barroso. Chamavam ela carinhosamente de madrinha”, comentou a idealizadora do festival, Ivete Nenflidio.

A dupla ganhou espaço ao trazer canções da MPB para a viola caipira. Entre as versões mais conhecidas estão “Morro Velho”, de Milton Nascimento, e “Ciúme”, de Caetano Veloso. “Quem teve a oportunidade de conhecer e trabalhar com a dupla, além do trabalho de resgate cultural que eles faziam, eles eram pessoas muito generosas”, contou Ivete, que trabalhou com ambos.

Xavantinho morreu em 1999 e Pena Branca em 2010. A cultura popular também era uma influência muito presente no trabalho da dupla. “Todo álbum que eles lançavam, eles colhiam uma folia de reis. Eles eram muito próximos com esse universo, com essas questões religiosas”, enfatizou a produtora do festival.
 
COMO ASSISTIR
Devido à pandemia da Covid-19, todo o festival será apresentado pela internet, na página do evento (www.festivaldeartevaledoparaiba.com) e também pelos canais no YouTube e Facebook. O evento terá as participações de Claudio Lacerda, Ricardo Zoyo, Priscila Brigante, Ana Rodrigues, Osni Ribeiro e Arnaldo Silva.

No último dia, o luthier Luciano Queiroz fará uma oficina sobre a constituição da viola caipira. Ainda no domingo, a programação se expande para além dos violeiros, com grupos de folia de reis, jongo e maracatu.

A expectativa da organização é que o festival possa chegar à televisão aberta após as apresentações online. “Mais de 70% do público presente no festival eram pessoas acima de 50 anos”, disse Ivete sobre a plateia que acompanhou as duas edições anteriores nos municípios do Vale do Paraíba, interior paulista.

Como os idosos são maioria entre os espectadores, a idealizadora espera conseguir espaço em TVs públicas para atender melhor a esse público. “A gente sabe que o público idoso tem um pouco de dificuldade para acessar as plataformas digitais”, ressaltou.



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