17/12/2020 às 12h01min - Atualizada em 17/12/2020 às 12h01min

Empresária é presa por receptar produtos furtados em igreja de Uberlândia

Autor dos furtos também foi rendido e parte dos materiais recuperada pela Polícia Militar

DA REDAÇÃO
Produtos furtados foram encontrados expostos para venda no estabelecimento da mulher | Foto: Reprodução/WhatsApp
A proprietária da loja de instrumentos musicais Simão Curi foi presa, na noite desta quarta-feira (16), por crime de receptação em Uberlândia. O estabelecimento foi denunciado por comprar equipamentos que foram furtados da igreja carismática Santuário da Graça, no bairro Mansour.

Segundo as informações da Polícia Militar (PM), os furtos estavam acontecendo diariamente há cerca de cinco dias. O autor já havia levado fiações, bases de microfones, guitarra, contrabaixo, caixas de som, forno elétrico, botijão de gás, notebook e outros equipamentos avaliados em R$ 9 mil. 

Na madrugada desta quarta (16), os responsáveis pelo local decidiram ficar esperando pelo criminoso que pulou o muro da igreja por volta das 2h. As testemunhas conseguiram render o autor e amarrá-lo até a chegada dos policiais. Ele portava uma chave de fenda e um canivete.

O autor, de 36 anos, confessou que tinha vendido alguns materiais eletrônicos à loja Simão Curi situada na avenida Monsenhor Eduardo. Ele informou ainda que recebeu cerca de R$ 550 pela guitarra, contrabaixo, caixas de som, pelas bases dos microfones e demais equipamentos musicais. Os instrumentos musicais foram recuperados.

Foi dada voz de prisão em flagrante ao homem que foi encaminhado à delegacia de plantão da Polícia Civil.



RECEPTAÇÃO

Diante das informações do autor, os membros da igreja resolveram ir até a loja de som, por volta das 18h de quarta, e encontraram vários dos equipamentos furtados que já estavam expostos para venda. Os policiais militares foram acionados novamente para averiguar a situação.

Em conversa com a dona do comércio, ela relatou às autoridades que comprou os equipamentos do criminoso como forma de consignação. Disse ainda que havia pedido para que o autor entregasse as notas fiscais dos produtos o mais rápido possível.

Devido às circunstâncias dos fatos, a comerciante foi detida e encaminhada para a delegacia junto aos materiais, que foram entregues aos proprietários. A Polícia Civil informou na tarde desta quinta-feira (17) que a empresária foi autuada por receptação qualificada e será encaminhada para o presídio de Ituiutaba.


O Diário de Uberlândia tentou contato nesta quinta com os proprietários do estabelecimento para solicitar um posicionamento sobre a situação, mas as ligações não foram atendidas. No entanto, no período da tarde a advogada que representa a empresária enviou uma nota informando que a loja continua funcionando normalmente e esclareceu que a “empresa não procedeu com a compra dos materiais objeto da denúncia e que não concorda com qualquer conduta ilícita, sendo que sempre pauta pela boa fé e cumprimento integral da legislação. Os materiais, diverso do apresentado na notícia, não foram comprados pela empresa, mas deixados em consignação. E isso porque, as compras dos instrumentos usados/semi-novos sempre são realizados exclusivamente mediante apresentação de nota fiscal, tanto é que nunca possuiu, durante todo o período de funcionamento, qualquer problema neste sentido”.

A nota diz ainda que no momento em que o autor do crime compareceu no estabelecimento para oferecer a venda dos instrumentos, a proprietária informou que não procedia com a compra sem as notas fiscais. “Diante disso, o autor deixou os materiais no estabelecimento, como consignação, e garantiu que retornaria com as notas fiscais. A empresária foi clara quanto a necessidade de referida documentação, tanto é que a empresa ficou aguardando essa pendência para, se possível, concretizar uma futura venda, mediante a documentação legal”.

Ainda segundo a nota enviada à reportagem, “o autor, inclusive, tinha conhecimento e foi advertido de que os produtos só seriam colocados à venda quando apresentasse a nota, o que ele garantiu que as entregaria para a formalização do ato, contudo, em seguida, a proprietária foi surpreendida com a ocorrência policial e com uma história totalmente diferente do início, que ela sempre exigiu desde logo a apresentação de nota fiscal. Salienta-se que a empresa possui 35 anos no mercado e os proprietários não possuem qualquer antecedente criminal e ou qualquer envolvimento com atos ilícitos, prezando sempre pela transparência e honestidade”.

Por fim, a advogada diz que está tomando as medidas cabíveis para solução justa do ocorrido e que encontra-se disponível para fornecer quaisquer informações que se fizerem necessárias.


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