11/12/2020 às 09h29min - Atualizada em 11/12/2020 às 09h29min

Uberlândia recebe centro de tecnologias para pessoas com doenças raras

Espaço irá oferecer o desenvolvimento de inovações, principalmente atletas paralímpicos da cidade

DA REDAÇÃO
Parceria visa promover políticas públicas que viabilizem inovações na área de Tecnologia Assistiva e às práticas esportivas paralímpicas | Foto: MCTI/Divulgação
A cidade de Uberlândia recebeu a sede do Centro Nacional de Tecnologias para Pessoas com Deficiência e Doenças Raras. O projeto, que conta com parceria entre a Universidade Federal de Uberlândia (UFU), Governo Federal e Grupo Algar Telecom, contemplará o desenvolvimento de tecnologias e inovações à população.

O lançamento do espaço foi anunciado pelo ministro, Marcos Pontes, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), durante a 17ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia realizada em Brasília. O evento teve como objetivo a apresentação de soluções na área de tecnologia assistiva, aliadas ou não à inteligência artificial, com a exposição de equipamentos criados para todos que necessitam e, especialmente, para atletas paralímpicos

A coordenadora-geral e diretora de relações públicas em tecnologias assistivas do Centro Brasileiro de Referência em Inovações Tecnológicas para Esportes Paralímpicos (Cintesp.Br), Daniela Moura, afirmou que o objetivo do Centro Nacional de Tecnologias para Pessoas com Deficiência e Doenças Raras é proporcionar um local dedicado à colaboração para autonomia, inclusão e qualidade de vida de todas as pessoas com deficiência ou com doença rara. 

“Vai trazer o desenvolvimento de tecnologias no esporte e também em termos de saúde, lazer e na vida diária das pessoas com deficiência ou doenças raras. E isso não apenas para a cidade de Uberlândia, mas como um centro para o país inteiro e, inclusive, capacitado até mesmo para trabalhar com ações internacionais”, comentou.

Ainda de acordo com Daniela, o MCTI vem investindo fortemente no Cintesp.Br para o desenvolvimento de tecnologias assistivas para a próxima competição paralímpica. O Centro Paralímpico Brasileiro (CPB) já é um parceiro, com um acordo de cooperação para trabalhar com os paratletas e desenvolver dispositivos que são frutos da parceria. “Todos os equipamentos do CPB para os paratletas são importados. O Cintesp.Br vem desenvolvendo uma linha completa de equipamentos paralímpicos para que o Brasil detenha essa tecnologia, ao invés de gastar tanto com tecnologias importadas”, ressaltou.

Para além do esporte, a educação inclusiva também é uma das preocupações do Cintesp.Br, que, em parceria com o Hospital do Câncer de Uberlândia, lança na exposição um livro lúdico visando à educação infantil. “É uma área nova do Cintesp.Br, em parceria com a universidade, que está atuando com a educação inclusiva com tecnologias e dispositivos para a educação que venham a agregar valores, com dispositivos em libras e braile”,
concluiu.


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