27/11/2020 às 17h58min - Atualizada em 27/11/2020 às 17h58min

Número de apreensões de produtos ilícitos tem aumento significativo nas rodovias da região

PRF de Uberlândia, que atende outras nove cidades, diz que principais ocorrências são de contrabando de drogas e cigarros do Paraguai

BRUNA MERLIN
Maior apreensão de maconha aconteceu em outubro no município de Prata | Foto: PRF/Divulgação
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) de Uberlândia, que também atende outras nove cidades do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, registrou neste ano um aumento significativo no número de apreensões de materiais ilícitos na região. Entre as ocorrências mais recorrentes estão apreensões de cargas de maconha e cigarros contrabandeados do Paraguai. 

Conforme apontam os dados da PRF, em todo o ano de 2019 foram apreendidos mais de 1 milhão de maços de cigarros contrabandeados durante fiscalizações e patrulhamentos. Até o mês de novembro de 2020, foram apreendidos mais de 3 milhões.

Em relação ao transporte de drogas pelas rodovias da região, também foi computado um aumento significativo. Em 2019, foram apreendidas 32 mil gramas de cocaína e mais de 300 mil gramas de maconha. Em 2020, foram recolhidas 43 mil gramas de cocaína e cerca de 3 milhões de gramas de maconha. 

Em outubro deste ano, a PRF de Uberlândia apreendeu a maior carga de maconha no município de Prata. Durante uma fiscalização na BR-153, os policiais abordaram uma carreta carregada com dois mil tabletes da substância

O condutor do veículo, de 30 anos, informou que receberia a quantia de R$ 2 mil para transportar a droga de Ponta Porã (MS) até Recife (PE). Ele foi preso em flagrante e encaminhado à Polícia Federal de Uberlândia.

Na noite desta quarta-feira (25), outra ocorrência de contrabando foi registrada na BR-153 próximo à cidade de Prata. Desta vez, uma carreta carregada com cigarros do Paraguai foi apreendida. Mais de 400 mil maços, avaliados em cerca de R$ 2 milhões, foram apreendidos. 

A cidade de Prata está entre as principais rotas para o transporte de materiais contrabandeados. Segundo o inspetor, Filipe Saad, a BR-153 dá acesso a diversas regiões do país, sendo assim, é a mais escolhida pelos criminosos. 

“A rodovia corta todo o Brasil e liga as regiões Sul e Norte. Por ela, é possível acessar todas as localidades do país”, explicou. 

BR-153, que corta a cidade de Prata, é uma das principais rotas utilizadas pelos criminosos | Foto: PRF/Divulgação

OUTROS REGISTROS
Outros tipos de produtos contrabandeados também tiveram aumento na quantidade de apreensões. É o caso de bebidas. Somente no ano passado foram apreendidos 9,5 mil litros e, neste ano, o número subiu para mais de 16 mil litros. 

A situação se repete para equipamentos eletrônicos. Em 2019 foram recolhidas 18 unidades de aparelhos contrabandeados enquanto até novembro de 2020 foram 866. 

O número de crimes ambientais em rodovias federais também aumentou, principalmente em relação à captura e sequestro de animais exóticos. Conforme apontam os dados da PRF, a quantidade de apreensões passou de 26 em 2019 para 43 neste ano. 

MOTIVOS
O inspetor Filipe Saad explicou que existem três razões para o aumento do número de ocorrências e apreensões. A primeira está relacionada à pandemia do novo coronavírus, que diminuiu o fluxo de veículos nas rodovias, fazendo com que as ações policiais fossem cada vez mais direcionadas para o combate de crimes.

“Com a queda no número de ocorrências rotineiras, como acidentes e outras, as atividades puderam ser mais focadas na abordagem de veículo suspeitos e aos crimes de contrabando, tráfico e outros. Sendo assim, o número de apreensões aumentou”, detalhou o policial. 

Outro motivo é a melhor capacitação dos policiais rodoviários para realizar fiscalizações mais detalhadas em veículos e documentos de motoristas. Além disso, neste ano, a PRF contou a criação do grupo tático de patrulhamento que é empenhado especificamente para combater crimes nas rodovias.

“Essa equipe, que é devidamente treinada, realiza uma atuação mais direta em relação aos crimes citados. Isso ajuda muito o trabalho da Polícia Rodoviária Federal”, complementou Saad.

Por fim, o inspetor ressaltou que as parcerias com outras forças de segurança como a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco) e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) também têm grande impacto no número de aumento das ocorrências. “Através desses apoios, conseguimos obter maiores informações, denúncias e trabalhar em uma fiscalização melhor”, concluiu. 


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