16/11/2020 às 12h28min - Atualizada em 16/11/2020 às 12h28min

Uberlândia registrou onze ocorrências de crimes eleitorais, aponta PM

Balanço foi apresentado durante coletiva nesta segunda (16); promotor eleitoral também comentou assunto

CAROLINE ALEIXO
Derrama de santinhos também esteve entre as principais ocorrências durante as eleições neste domingo (15) | Foto: Caroline Aleixo
A Polícia Militar apresentou, na manhã desta segunda-feira (16), o balanço de ocorrências registradas quanto aos crimes e outras práticas irregulares que infringiram a legislação eleitoral durante o pleito de domingo. Ao todo foram 11 ocorrências, sendo duas prisões de candidatos a vereador por boca de urna.  

O capitão Leandro Menezes ainda reforçou que, em toda a região que compõe a 9ª Região da Polícia Militar (RPM), foram 24 prisões e 10 conduções de candidatos.  O total de registros foi de 52 nas 18 cidades da região, todos relacionados a denúncias de boca de urna, compra de votos em que não houve flagrante, mas houve registro da denúncia.

Também houve um registro de calúnia, transporte irregular de eleitor e derrama de santinhos. “Tivemos um pleito eleitoral seguro, os objetivos traçados foram atingidos. Houve um amplo planejamento com antecedência e foi com segurança e tranquilidade. Houve grande mobilização para a segurança pública e eleitoral com apoio do Ministério Público e Justiça Eleitoral”, comentou o capitão da PM. 

O Ministério Público Eleitoral também recebeu uma série de denúncias, especialmente de propaganda irregular, e está apurando os casos. O grande problema, segundo o promotor de Justiça Epaminondas Costa, é que muitas denúncias feitas pela Ouvidoria do Ministério Público, não foram compostas de prova e, quando os servidores da Justiça Eleitoral compareciam ao local dos fatos, nada era constatado. 

O promotor responde pela 279ª Zona Eleitoral de Uberlândia e comentou que as eleições neste ano foram tranquilas em relação a anos anteriores. “Foi atípico do ponto de vista de abstenção, foi um percentual bastante alto. Os locais de votação que visitamos havia realmente muita gente que deixou de comparecer”, comentou.

Costa explicou que como os crimes eleitores têm menor potencial ofensivo, os presos assinam o chamado termo circunstanciado de ocorrência (TCO) e são liberados em seguida, contudo permanecem à disposição da Justiça.

“Hoje nós já tivemos duas audiências preliminares na área da 279ª, com os candidatos presos em Uberlândia, por arregimentação de eleitor ou a propaganda de boca de urna. Eles vão responder pelo crime e terão que pagar multa a partir de um salário mínimo, a depender da condição da pessoa, mas ela será responsabilizada”, disse o promotor.

Como são cinco zonas eleitorais e seus respectivos representantes da Promotoria, não foi possível fazer o levantamento de todas as representações por crimes eleitorais recebidas pelo MPE até o momento.  


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