06/11/2020 às 13h22min - Atualizada em 06/11/2020 às 13h22min

Força-tarefa é criada para coibir aglomerações em espaços públicos de Uberlândia

Festas clandestinas durante a pandemia foram denunciadas por moradores; polícias Militar, Civil, e de Meio Ambiente, além do Corpo de Bombeiros, integram a ação

SÍLVIO AZEVEDO
Assunto foi tratado durante coletiva nesta manhã (6) com órgãos de segurança da cidade | Foto: Sílvio Azevedo
A aglomeração de pessoas que aconteceu no último feriado prologando em uma avenida da região sul de Uberlândia pegou de surpresa as autoridades de segurança pública. Foi o que informou o tenente-coronel da Polícia Militar (PM), Sandro Heleno Gomes, durante coletiva realizada na manhã desta sexta-feira (6). Foi informado ainda sobre a criação de uma força-tarefa para reforçar a fiscalização contra esses atos e festas clandestinas no município durante a pandemia.
 
A coletiva contou com a presença do delegado-chefe da Polícia Civil em Uberlândia, Marcos Tadeu, o comandante da Polícia do Meio Ambiente tenente Cristiano Lemos e do comandante do Batalhão do Corpo de Bombeiros de Uberlândia, o tenente-coronel Leonardo Teixeira. 
 
“No sábado nós fomos surpreendidos porque a mobilização para aquela reunião de pessoas na zona sul de Uberlândia nos surpreendeu. Não havíamos percebido a mobilização dentro do nosso monitoramento de redes sociais, até porque ela aconteceu de forma espontânea, por meio de um acionamento individual, conforme já identificamos”, comentou Sandro Heleno. 
 
Ainda de acordo com o comandante do 32º BPM, a resposta das autoridades foi efetiva, com intervenções nos dias seguintes. Foram lavrados 46 termos circunstanciais de ocorrência (TCO), por crimes de menor potencial ofensivo e contravenções que ocorriam no local, além de mais de 10 autuações de trânsito e algumas apreensões de drogas, veículos e sons automotivos. 
 
O comandante destacou ainda que fizeram uma amostragem das pessoas que estiveram no local durante os dias de aglomeração constatando que 30% delas têm passagem pela polícia por crimes como tráfico de drogas, roubo, furto, perturbações, ameaça. “É importante que os cidadãos, pais e mães principalmente, saibam e trabalhem com seus filhos para entender onde e com quem e o que eles estão fazendo”.
 
Questionado sobre o contato dos moradores de locais denunciando à aglomeração no sábado e que não houve intervenção, o policial afirmou que as equipes estavam atendendo outras demandas da população, mas que agora, parte do efetivo estará destacada para atender a essas chamadas.
 
“Para o sábado, especificamente, quando nós fomos surpreendidos, nosso recurso policial já estava atuando em outras ocorrências de tráfico de drogas, roubo, furto. Muitas vezes, sem essa composição de um esforço próprio para essa atividade, a gente não tem condição de dar resposta à demanda que chega via 190. Para o próximo final de semana nós temos uma parte do nosso efetivo integrado que está destacado para atuar nessas situações”.

O delegado-chefe da Polícia Civil em Uberlândia, Marcos Tadeu de Brito, afirmou que não é papel da força-tarefa cercear o direito constitucional de reunião, porém o que houve foi um abuso que redundou a prática de ilícitos, que deve ser coibido pelas polícias. 

“Não só a perturbação da tranquilidade, através do uso abusivo de instrumentos sonoros, como também o impacto ambiental, posto que aquele local trouxe lixo e outras coisas negativas para as pessoas que residem naquele lugar. E a obrigação das forças de segurança do Estado é zelar pela tranquilidade e pela paz social. Daí a importância desse conjunto de forças que está trabalhando para garantir à população de bem, o seu direito à paz e tranquilidade e ao meio ambiente saudável”, finalizou. 

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