21/08/2020 às 10h17min - Atualizada em 21/08/2020 às 10h17min

Contrato para retomada das obras do Anel Viário Sul deve ser assinado na próxima semana

Estado homologou resultado de edital para finalização dos trabalhos em Uberlândia; construtora Sodeste apresentou menor orçamento

DHIEGO BORGES
Obra será concluída em Uberlândia após 25 anos desde o início da construção | Foto: Arquivo Diário de Uberlândia

O Departamento de Edificações e Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DEER-MG) divulgou a homologação do edital para a escolha da empresa responsável pelas obras de complementação dos serviços de melhoramento no Anel Viário Sul de Uberlândia. A construtora Sodeste LTDA foi a vencedora da concorrência e a expectativa é que o contrato seja assinado já na próxima semana.

A obra do Anel Viário Sul, que liga a BR-050 à MGC-497, foi iniciada em 1995 e a retomada se deu a partir do lançamento do edital, em maio deste ano, quando o Governo de Minas disponibilizou um orçamento de R$ 15 milhões para a conclusão. Com um valor de R$ 11.489.580,21, a empresa vencedora da licitação conduzirá a obra, que tem um prazo máximo estipulado em 360 dias para a conclusão a partir da ordem de serviço.

O orçamento contempla uma adequação de um trevo existente, melhoramento da pavimentação e asfaltamento de um trecho de 19 quilômetros na MGC/455, que liga Uberlândia a Campo Florido, além da construção da ponte sobre o Rio Uberabinha, com 84 metros de extensão. De acordo com o sócio conselheiro da Sodeste, Artur Siquieroli, ainda não é possível prever por qual etapa as obras serão iniciadas. Segundo o executivo da empresa, o Estado deve sinalizar nos próximos dias qual será a prioridade e o orçamento disponível para o início.

“Estamos aguardando uma posição do Estado sobre quais serviços ele deseja executar primeiro e em qual ritmo. Então, ainda não sabemos quanto do contrato será executado neste início. Isso deve ser definido após a primeira reunião e assinatura do contrato”, destacou.

Ainda segundo o executivo, a previsão para a conclusão do serviço por parte da construtora é de aproximadamente quatro meses, mas isso depende da determinação do Estado e também do período de chuvas, que pode atrasar algumas etapas. A partir da assinatura do contrato e da ordem de serviço, as obras devem ser iniciadas em dez dias.

O Diário procurou o DEER-MG para saber sobre a previsão da ordem de serviço, mas não obteve retorno até a publicação.
 
OBRAS PARADAS
No local onde deve ser construída a ponte sobre o Rio Uberabinha, parte da estrutura da base já está instalada com vigas de ferro e concreto, entregues em 2018. O restante do trecho aguarda, desde então, por uma desapropriação de chácaras em uma área de aproximadamente 38 mil m² entre a avenida Felipe Bueno Campos e o Rio Uberabinha.

As negociações, de responsabilidade da Prefeitura de Uberlândia, foram iniciadas por meio de conversas com os chacareiros do local em 2017, mas estão paralisadas desde que o Governo do Estado reteve o dinheiro para a continuidade da construção.

Em outubro do ano passado, o Diário conversou com alguns proprietários do local, que haviam topado uma negociação em troca de imóveis de propriedade do Município. Na época, um dos donos que participaram de uma reunião com a Prefeitura disse que sete dos oito proprietários haviam aceitado a proposta, mas as negociações não caminharam.

“Parece que meses depois da reunião, a verba voltou para Belo Horizonte e foi usada para outras coisas do Governo do Estado e não tinha mais a verba, e por isso nunca mais fui contatado por ninguém sobre esse assunto”, disse o empresário Marcelo Prado à reportagem do fim do ano passado.

O proprietário também afirmou que, após dois anos da primeira conversa, um novo acordo deveria ser feito considerando a atualização dos valores dos imóveis, que foram valorizados neste período. “Tem que começar de novo, porque foi feito há dois anos em cima de uma realidade que existia naquele momento, mas eu continuo acreditando que há boa vontade, tanto da Prefeitura quanto dos proprietários, para chegar num acordo que fique razoável e que possa permitir a conclusão dessa obra o mais rápido possível”.

Segundo a apuração do Diário, naquela época o valor de uma área de 5 mil m², conforme alguns moradores da região, ultrapassava R$ 1,65 milhão. A Prefeitura de Uberlândia, por sua vez, informou na publicação que só concluiria o processo de permuta com os proprietários depois que tivesse a confirmação de que o DEER-MG teria a verba empenhada para concluir a obra.

Por meio de nota, Prefeitura de Uberlândia esclareceu que, para a construção da ponte, não são necessárias desapropriações.
Em relação às demais etapas da obra, o município disse que encaminhou ofício ao Departamento de Edificações de Estradas e Rodagem (DEER) informando que só dará prosseguimento às desapropriações quando tiver a garantia de continuidade do serviço.  O Município aguarda que o Governo de Minas apresente as ordens de serviço para execução.


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