22/07/2020 às 15h37min - Atualizada em 22/07/2020 às 15h37min

Cadela Meli recebe implante de marca-passo em Uberlândia

Procedimento realizado no Hospital Veterinário da UFU foi o primeiro do tipo no Triângulo Mineiro

DA REDAÇÃO
Procedimento foi realizado por 6 profissionais e durou cerca de 40 minutos | Foto: Divulgação/HV-UFU

O dia 17 deste mês entrou para a história da medicina veterinária de Uberlândia. Nesta data, aconteceu o primeiro implante de marca-passo em uma cadela, no Hospital Veterinário da Universidade Federal de Uberlândia (HV/UFU). A paciente Meli tem aproximadamente 15 anos e apresentava bloqueio átrio ventricular e arritmia cardíaca, necessitando da utilização do dispositivo cardíaco.

A cirurgia foi realizada por uma equipe de seis pessoas, incluindo a médica veterinária Suzana Akemi Tsuruta, Gustavo Henrique Batista de Oliveira (residente do HV), Frederico Homem da Silva e Marcelo Carrijo Franco, médicos do Departamento de Arritmias, Eletrofisiologia e Marca-passo do Hospital de Clínicas (HC) da UFU. Os professores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Matheus Matioli Mantovani e Eutálio Luiz Mariani Pimenta também participaram do procedimento.

A cirurgia durou 40 minutos e contou com o acompanhamento de estudantes de graduação do curso de medicina veterinária da UFU. “O implante foi considerado um sucesso e a paciente já se encontra em seu domicílio. A realização desse procedimento marcou uma nova oportunidade para outros animais do Triângulo Mineiro que sofrem do mesmo tipo de patologia”, ressaltou Tsuruta.

FAMÍLIA COMPLETA
Meli está de volta ao convívio com outros oito cachorros e 15 gatos. Ela foi adotada há cerca de 14 anos por Dalca Botaro Carvalho, voluntária na Associação de Proteção Animal (APA) de Uberlândia desde 1999, quando a entidade estava dando os primeiros passos e ainda não contava com uma infraestrutura física adequada, nem com apoio de profissionais e medicamentos.


Cadelinha Meli entrou para a história da medicina veterinária da região | Foto: Divulgação/HV-UFU

“Nós a conhecemos na APA, já adulta e muito debilitada. Levamos para tratar em casa mesmo e também sempre tentávamos conseguir um novo lar para ela nas feirinhas de adoção. Como ninguém quis ficar com a Meli, minha filha assumiu a responsabilidade. Desde então, é uma grande amiga da família, super esperta e brincalhona”, conta.

Questionada sobre a preocupação com o procedimento cirúrgico inédito na região ao qual a cadelinha foi submetida, a tutora comenta que isso era inevitável, mas a qualidade de vida da companheira era o que mais importava.

“Ela também tem outros problemas de saúde e vai precisar tomar remédio pelo resto da vida. Este marca-passo seria importante para dar um conforto. Estamos muito felizes com o resultado, porque a Meli voltou até mais animada do que já era.”

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