21/07/2020 às 08h56min - Atualizada em 21/07/2020 às 08h56min

Alunos da UFU criam produto que automatiza a aplicação do álcool em gel

Projeto nasceu após população de Uberlândia apontar que deve continuar usando o antisséptico mesmo após a pandemia

DA REDAÇÃO
Protótipo do projeto apresenta dois formatos diferentes, para à utilização em locais públicos e privados de acordo com o nível de circulação de pessoas | Foto: Divulgação
Alunos dos cursos de Ciência da Computação e Engenharia da Computação da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) estão trabalhando em um projeto para implantar a inteligência artificial nos aplicadores de álcool em gel já existentes no mercado. O objetivo é fornecer automação para que não seja necessário o manuseio da embalagem para o uso, diminuindo ainda mais a proliferação do novo coronavírus.

A primeira etapa do projeto começou com uma pesquisa para entender se o público continuaria utilizando o produto antisséptico após a pandemia. A apuração contou com a participação de 128 pessoas e cerca de 82% dos entrevistados confirmaram que pretendem seguir com o consumo de álcool em gel em um nível elevado. 

Denominada como AEGIS Dispenser, a inovação terá enfoque no aperfeiçoamento da capacidade, no uso de baterias descartáveis e na criação de um software para controle de armazenamento. O dispositivo inteligente, que indica o nível de líquido interno disponível, virá acompanhado das instruções de uso e aplicará automaticamente sempre a quantidade ideal para o usuário fazer a higienização adequada de suas mãos. Basta posicionar as mãos para que os sensores ejetem automaticamente o antisséptico. 

A questão ambiental e econômica são os pontos mais importantes do produto, segundo os criadores, que citam o grande volume de lixo composto por embalagens de antissépticos e a manutenção de funcionários em empresas para realizar o trabalho de aplicação do álcool em gel. 

Nesse momento, a construção do produto encontra-se em fase mediana em meio à pressão para entrada no mercado, que acontece ao mesmo tempo do desafio de adquirir peças em meio à crise. “Há uma vontade de desenvolvermos o protótipo o mais rápido possível, porém, em razão da quarentena estamos tendo dificuldades, principalmente para encontrar as peças que precisamos para concluir essa fase inicial”, explicou o pesquisador Ygor Seiji.

A previsão para término do produto, que utilizará sensores infravermelhos, é de seis meses a um ano e não necessitará de certificação do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (INMETRO). Serão disponibilizadas duas versões, a “pocket” terá um armazenamento menor e a “larger” com um compartimento de até cinco litros, sendo indicada para locais de alta circulação. 


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