17/07/2020 às 08h00min - Atualizada em 17/07/2020 às 08h00min

“O BBB foi uma grande vitrine para o meu trabalho”

A uberlandense Ana Angélica cedeu entrevista exclusiva ao Diário

JADIR JÚNIOR | PARA O DIÁRIO
Ana Angélica é popularmente conhecida como Morango | Foto: Arquivo Pessoal

Ela é natural de Uberlândia, mas atualmente reside em Santa Catarina, tem 35 anos, é jornalista, colunista, escritora, DJ nas horas vagas, apaixonada por gastronomia, animais e pelas coisas simples da vida. Ana Angélica Martins, popularmente conhecida como Morango, foi uma das representantes da cidade no reality Big Brother Brasil. Sua participação foi em 2010 e até hoje a sister - como são chamadas as mulheres que participam do programa -  é lembrada pelo seu desempenho no programa.

"Todo o meu processo para entrar na casa durou em torno de 4 a 6 meses. Na época, assim que liberaram as inscrições pela internet fiz a minha. Passaram alguns meses, recebi um telefonema da produção do programa informando que eu havia sido selecionada e que se caso alguma informação vazasse eu estaria automaticamente desclassificada. Passei por seletivas no Rio de Janeiro, tudo no sigilo”.

O apelido carinhoso de Morango surgiu ainda na pré-adolescência. "Desde os meus 14 anos, era o meu apelido na sala de bate-papo do UOL (risos)”.

Em 2010, quando participou do Big Brother Brasil, a uberlandense quebrou tabus por ter sido a primeira participante lésbica assumida em toda a história do programa. "Sempre fui muito transparente em relação a minha orientação sexual, desde a inscrição, entrevistas, seletivas até no meu comportamento dentro do programa. O fato de ter sido a primeira lésbica assumida a participar do reality marcou na vida das pessoas. Era um período em que a internet não era tão forte como é nos dias de hoje, havia muita carência, falta de visibilidade para o tema. Tenho como maior referência enquanto mulher lésbica assumida a cantora Cássia Eller, devo muito da minha coragem ao posicionamento dela”.

Aos 23 anos, Ana Angélica não imaginava o boom que sua vida teria após a breve passagem pelo programa. "Sempre fui apaixonada por Uberlândia, meu sonho desde criança era morar na cidade. Trabalhei por muito tempo na imprensa da cidade apresentando programas e participando de comerciais, porém chegou em um determinado momento em que precisei alçar novos voos para minha vida pessoal e profissional. O BBB foi uma grande vitrine para o meu trabalho. Depois do reality, trabalhei por anos na Rádio Transamérica, em São Paulo, escrevo até hoje para o portal UOL”.

Por 10 anos, Morango atuou como DJ. Apaixonada por música, pilotar as pick-ups era um dos sonhos da uberlandense. Após o período dedicado, Ana decidiu interromper os trabalhos com a música. "Conheci o Brasil inteiro praticamente viajando, levando alegria e muita música para o público. Decidi encerrar minha carreira no ano passado depois de analisar todos os riscos da profissão, estrada, voos, etc. Foi um período que me diverti muito, um ciclo que encerrei com muita gratidão”.

Morando em Santa Catarina, Morango revelou em primeira mão, sem dar muitos detalhes, que está em fase de produção de um livro, uma autobiografia que ela classifica como "Babadeiro”.

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