28/01/2020 às 14h04min - Atualizada em 28/01/2020 às 14h04min

Renúncia de Roger Dantas é lida em sessão especial na Câmara

Reunião aconteceu na manhã desta terça-feira (28) em Uberlândia; cartas de desistências de três suplentes recém-convocados também foram lidas

VINÍCIUS LEMOS
Dantas foi preso em operação do MPE e renunciou ao cargo após acordo com a promotoria | CMU/Divulgação
Em reunião especial na manhã desta terça-feira (28), foram lidas a renúncia do agora ex-vereador Roger Dantas (Patriota) e também as cartas de desistências de três suplentes recém-convocados para cadeiras no Legislativo de Uberlândia. A situação de outros três suplentes, que ainda não responderam oficialmente à convocação, ainda precisa ser resolvida até o fim da semana.

A carta de renúncia de Dantas foi recebida ainda segunda-feira (27) pelo Legislativo. Ele foi preso no final de 2019 em operação do Ministério Público Estadual (MPE) que investiga má utilização da verba indenizatória na Câmara Municipal de Uberlândia. A decisão do vereador foi anunciada no dia 19 de dezembro depois de acordo com a promotoria para se livrar da prisão e com o objetivo de devolver aos cofres públicos cerca de R$ 117 mil, em 48 parcelas. Oficializada a renúncia de Roger Dantas, quem assume o cargo no Legislativo Municipal é Ronaldo Tannus (MDB), cuja convocação oficial aconteceria no mesmo dia.

Entre as leituras da reunião especial, estavam as cartas de Jerônima Carlesso, que desistiu de assumir a vaga deixada pelo vereador Felipe Felps (PSB), do secretário de obras, Norberto Nunes, e de David Thomaz, ambos suplentes da chapa que elegeu o vereador Hélio Ferraz – Baiano (PSDB). O próximo nome da lista de suplentes é de Carlito Cordeiro, que também já sinalizou a possibilidade de não aceitar a cadeira. Dessa forma, é necessária a oficialização da desistência e a convocação do suplente seguinte, Neivaldo Silva, o Magoo. “Hoje lemos a carta de renúncia, o que é obrigado a ser feito em plenário em sessão especial para poder convocar os suplentes. Temos problemas com alguns suplentes ainda e precisamos falar com eles. Acho que outra reunião como a de hoje (terça) aconteça até sexta-feira (31)”, disse o recém-empossado presidente da Câmara, Wilson Pinheiro (PP).

Além de Cordeiro, nos próximos dias é preciso definir a situação de Marquinho do Megabox, suplente de Isac Cruz, e de William Alvorada, também suplente de Felps, o qual já fez acordo com o MPE por uso irregular de verbas indenizatórias, mas que precisa formalizar a dispensa.
 
Ordenadoria de despesas
Ordenador de despesas interino, Adriano Zago (MDB) não esteve na reunião desta terça por ter feito uma cirurgia. Ele já havia manifestado a intenção de não permanecer no cargo sob a presidência de Pinheiro, que responde a processo judicial e também é alvo de comissão processante na Câmara. Caso deixe a ordenadoria interina, a Câmara ficaria sem um responsável pela assinatura dos documentos necessários ao pagamento dos servidores e fornecedores.

Wilson Pinheiro disse que irá falar com Zago para permanecer no cargo, mas em caso de recusa afirmou já ter alternativas para os pagamentos mais urgentes. O assunto foi discutido em uma segunda reunião, dessa vez a portas fechadas na sala da presidência do Legislativo.
 
Baiano
Outro assunto tratado foi o pedido na Justiça de anulação dos atos do então presidente interino da casa, Antônio Carrijo (PSDB), que convocou suplentes para os cargos vagos de vereadores que foram presos preventivamente na operação do MPE envolvendo irregularidades no uso de verba indenizatória. A ação foi movida pelo presidente afastado Hélio Ferraz, na Justiça Eleitoral. O pedido foi negado e o juiz que analisou o caso, Carlos José Cordeiro, justificou a decisão informando que a competência seria da Justiça comum. “Fizemos as convocações por recomendação do MP e o mais importante é que está previsto no regimento interno”, disse Carrijo.















 
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