03/12/2019 às 07h40min - Atualizada em 03/12/2019 às 07h40min

Estado pode retomar em 2020 obras do Anel Viário Sul de Uberlândia

Segundo secretário de Infraestrutura e Mobilidade, verba viria de empréstimo antigo

SÍLVIO AZEVEDO
Anúncio foi feito em reunião na Aciub com políticos da região | Foto: Sílvio Azevedo
A obra do Anel Viário Sul, que liga a BR-050 a MGC-497 e que já dura cerca de 25 anos, pode ser retomada em 2020. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (2) pelo secretário de estado de Infraestrutura e Mobilidade, Marco Aurélio Barcelos, durante encontro em Uberlândia com representantes de entidades civis e políticos da região do Triângulo Mineiro e Pontal.

De acordo com o secretário, os recursos para a retomada das obras viriam de um empréstimo antigo celebrado pelo Estado e que se conseguir essa verba, após o período de chuvas, em março as obras deverão ser reiniciadas.

“Tivemos uma sinalização positiva e entendemos que o Contorno Sul, esse, é para além de outros empreendimentos da região, tem um caráter socioeconômico relevantíssimo. Por isso, conseguindo esses recursos desse empréstimo, que a sinalização tem sido extremamente positiva, ou quase chegaria a afirmar que teremos sucesso, não tenha dúvidas que voltarei aqui para darmos a ordem de início para concluirmos a obra”.

O encontro
O Anel Viário Sul foi um dos trechos da malha viária da região que tiveram as demandas repassadas ao secretário. O Plano de Infraestrutura Rodoviária, entregue pela Associação Comercial e Industrial de Uberlândia (Aciub), solicita ainda a finalização das obras da MGC-455, entre Uberlândia e Campo Florido, a recuperação do pavimento e ampliação da capacidade da rodovia MGC-497, que liga Uberlândia à cidade de Prata e outras propostas de intervenções da malha rodoviária que corta o município.

Representantes de outras cidades da região, como Tupaciguara, Araguari, Ituiutaba também levaram suas solicitações ao secretário de Estado. Estiveram presentes o deputado federal Fernando Borges e os estaduais Luiz Humberto Carneiro, Leonídio Bouças e 
Raul Belém

Durante o encontro, o secretário Marco Aurélio Barcelos informou que a situação financeira do Estado é grave e que na Lei Orçamentária não conta com muita verba para investimentos em infraestrutura.

“Nós tomamos as demandas, algumas já eram conhecidas da nossa parte. É verdade que neste momento não temos os recursos para viabilizar grande parte das pavimentações, dos investimentos nas rodovias, mas já estamos trabalhando com pacote de concessões, e nas concessões conseguimos trazer investimentos privados”, disse. Entre os trechos que serão contemplados no primeiro lote de concessões está a MGC-452, que liga Uberlândia a Araxá.

Mesmo assim, o presidente da Aciub, Paulo Romes Junqueira, não saiu desanimado da reunião. Segundo ele, o importante é a mobilização de entidades para atuar junto ao poder público e apresentar alternativas para tentar solucionar os problemas.

“Nesse momento estamos buscando essa convergência entre poder público e entidades de classe. Nós já sabíamos que os governos não têm recursos, e estamos buscando alternativas e aqui foram apresentadas muitas. Estamos saindo animados porque está tento alinhamento nesse sentido e essas alternativas vão surgir e achar aquilo que nós temos que fazer em conjunto”.

Ferrovias
Outro ponto discutido no encontro foi o investimento do Estado na malha ferroviária. Segundo Marco Aurélio Barcelos, está sendo articulada uma entrega da carteira de projetos e investimentos ferroviários para o Governo Federal devido às das prorrogações das concessões das ferrovias já existentes em Minas Gerais.

Para identificar quais são os gargalos logísticos e onde está a demanda por investimentos em ferrovias, o Estado trabalha com auxílio da Fundação Dom Cabral no mapeamento para o transporte de cargas e de passageiros.

“Nós anunciamos em agosto nosso Plano Estratégico Ferroviário (PEF). A partir da identificação de todos os projetos possíveis, temos que capturar dados como a nova fronteira agrícola, a potencialidade de alguns insumos. Como tem nascido aqui a hipótese do basalto, que é relevantíssima porque vai nos ajudar a endereçar o que é prioridade, nos dizer de onde nós iniciaremos nosso trabalho”.




 
 
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