18/11/2019 às 19h06min - Atualizada em 18/11/2019 às 19h06min

​Assessores de Walquir Amaral devem ser empossados até quinta-feira (21)

Acordo no MPE aconteceu após reunião na tarde desta segunda (18); 9 a 10 novos funcionários devem ser nomeados

GIOVANNA TEDESCHI
Suplente de Modesto tomou posse na Câmara na última semana | Foto: CMU/Divulgação
Os assessores do vereador Walquir Amaral (Solidariedade) devem ser empossados até quinta-feira (21), após acordo firmado pelo Ministério Público Estadual (MPE) com representantes da Câmara na tarde desta segunda (18).

O suplente Amaral assumiu o posto na última quarta-feira (13) na vaga de Juliano Modesto, que está preso. Na data, o presidente da Câmara, Hélio Ferraz-Baiano (PSDB), disse que o político deveria assumir toda a equipe do titular.

Após a audiência no MPE, Amaral compareceu ao setor de recursos humanos da casa. Em entrevista ao Diário, ele afirmou que 9 a 10 assessores devem assumir seus postos em até três dias. Disse também que não vai absorver nenhum dos funcionários de Modesto. “Nós acordamos [na audiência] que isso se daria de forma totalmente tranquila e transparente. Eu, na condição de vereador, estou apenas requerendo aquilo que é meu por direito”, afirmou o político.

Participaram da reunião, além de Amaral, o Promotor de Justiça Luiz Henrique Borsari, o vereador Ronaldo Alves (ordenador de despesas da Câmara), e a Procuradora-Geral da Câmara Municipal, Alice Ribeiro de Sousa.

De acordo com Alves, o impasse na nomeação aconteceu devido aos custos que a contratação de novos assessores e a exoneração dos antigos gerarão para a Câmara.  “Para você exonerar 15 assessores de uma vez só, isso demanda um custo. É pagar 13º [salário] equivalente, férias, INSS… É um custo muito alto para o Poder Legislativo. Mas o vereador, no entendimento dele, quer nomear de todo jeito. Ele precisa dos assessores dele nesse momento do mandato e ele é respaldado pela legislação”, disse.

JULIANO MODESTO
Modesto foi preso em 15 de outubro mês após ter se entregado. Além de ser acusado pelo crime de obstrução de Justiça, ele é apontado como integrante de uma organização criminosa em uma investigação pelo Gaeco e que resultou nas operações Torre de Babel e O Poderoso Chefão. 




 
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