17/07/2019 às 18h59min - Atualizada em 17/07/2019 às 18h59min

UFU analisa causas da morte de peixes na lagoa do Parque do Sabiá

Médico veterinário suspeita que animais tenham morrido de intoxicação por produtos químicos; diretor da Futel falou sobre o assunto

CAROLINE ALEIXO
Animais foram encontrados mortos na lagoa nas últimas duas semanas, segundo a Futel | Foto: Prefeitura de Uberlândia/Divulgação
A morte de peixes na lagoa do Parque do Sabiá está sendo investigada pelo Hospital Veterinário da Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Segundo o professor e médico veterinário da instituição André Luiz Quagliatto, foi realizada a necropsia em três peixes e, embora os laudos ainda não sejam conclusivos, a suspeita é de que a causa da morte seja intoxicação por produtos químicos.

Os animais enviados para análise da UFU pela Fundação Uberlandense de Turismo, Esporte e Lazer (Futel), nos últimos dias, se tratam de duas tilápias e uma carpa. Na mesma publicação em que questionou a divulgação sobre os macacos mortos na cidade, o prefeito Odelmo Leão atribuiu a causa da mortalidade dos peixes “muito provavelmente pelas baixas temperaturas, já que a qualidade da água foi atestada pelo DMAE, e a imprensa questiona a qualidade”.

Quagliatto reforçou que ainda precisa alinhar os resultados da análise do local e da água para se chegar a uma conclusão, mas descartou que a questão climática poderia ter sido o fator.

“Em relação a questões climáticas, os peixes são adaptados e o clima não mudou radicalmente para causar mortes. Para mim é muito sugestivo que tenha sido produto químico que, talvez, pode ter sido jogado no lago ou veio pelo esgoto e resultou na morte”, comentou o professor.

Os três peixes analisados apresentaram os mesmos sinais clínicos, porém não é possível identificar que tipo de substância teria afetado a vida dos peixes. Os sintomas apresentados, segundo o especialista, são comuns para várias categorias de produtos químicos.

MONITORAMENTO
No ano passado, houve ocorrência semelhante nas dependências do parque municipal, contudo, não foi feita nenhuma análise para saber se tratou da mesma causa. O diretor-geral da Futel, Edson Cézar Zanatta, disse que o monitoramento está sendo feito há duas semanas e que é comum ocorrer a morte de peixes no local, mas nada alarmante já que o quantitativo é pequeno se comparado à quantidade de espécies que vivem na lagoa. O diretor não soube precisar a quantidade de peixes encontrados mortos até agora.

“Todo ano tem a mortalidade do peixe. Na época do calor e da chuva morre menos porque a água troca várias vezes. Na época do frio morre mais. Mas sempre morreu”, comentou.

Zanatta disse que, por precaução, acionou o Departamento Municipal de Água e Esgoto (Dmae) para verificar a análise da água (PH e oxigênio), constatada como normal. Na última sexta-feira foram feitas novas análises cujos laudos ainda não foram divulgados.

Primeira análise do Dmae assegurou que qualidade da água, com base no OD, está dentro dos parâmetros legais| Foto: Futel/Divulgação 

“Não satisfeito com o resultado, eu pedi para eles [técnicos] olharem as nascentes fora do Parque. Nós estamos monitorando todos os dias para saber o que está acontecendo até achar o que aconteceu. Todo dia tem um responsável que dá uma olhada geral”, garantiu.

No ofício com o resultado da análise, divulgada no dia 12 de julho, o Dmae informa que os níveis de Oxigênio Dissolvido (OD) na amostra coletada atendem à legislação ambiental para garantir a sobrevivência de espécies aquáticas. Foi informado ainda que os monitoramentos continuarão a fim de identificar qualquer alteração na qualidade da água.

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