06/05/2019 às 18h50min - Atualizada em 06/05/2019 às 18h50min

Bloqueio orçamentário na UFU terá impacto em pelo menos oito áreas

Nota foi divulgada nesta segunda (6) considerando drástico comprometimento nas atividades caso medida federal não seja reconsiderada

DA REDAÇÃO
Setores como vigilância, transporte, pesquisa e pagamento de fornecedores poderão ser afetados pelo corte | Foto: Diário de Uberlândia
A administração da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) emitiu uma nota oficial, na tarde desta segunda-feira (6), informando que o bloqueio orçamentário de 30% dos recursos discricionários, anunciado pelo governo federal na última semana, poderá impactar diretamente em pelo menos oito áreas da instituição.

Segundo a universidade, o corte pode acarretar eventual comprometimento das atividades acadêmicas e administrativas ao longo do ano, dos serviços de vigilância, limpeza, recepção, transporte, reformas, além de todos os contratos com fornecedores, que terão que ser revistos com redução máxima conforme previsto em lei.

“Isso significa que as consequências devem atingir também as empresas prestadoras de serviços especializados à nossa instituição. Atividades de ensino, pesquisa e extensão serão também afetadas. Certamente o árduo e excelente trabalho realizado pela UFU em prol da sociedade fica sob risco de sérios prejuízos, com danos dificilmente recuperáveis”, informa a nota.

Segundo a universidade, o corte de R$ 42.854.200 anunciado pelo governo atinge o funcionamento das Instituições Federais de Ensino Superior, reestruturação e expansão das instituições, funcionamento do Hospital Veterinário, o programa Idiomas sem Fronteiras, capacitação de Servidores Públicos Federais em Processo de Qualificação e emenda do relator da LOA.  

O bloqueio do orçamento anual ocorre após quatro meses do início de sua execução, o que significa que para a Instituição se ajustar ao novo orçamento disponível terá que reduzir as suas despesas em 45% nos oito meses restantes deste ano.

A UFU assegurou que, até o presente momento, as atividades da universidade vêm sendo desenvolvidas normalmente, e não há débitos pendentes. Contudo, reforçou que não há como absorver um bloqueio orçamentário tão grande e que afetará duramente o funcionamento se não houver uma reconsideração da medida por parte do Ministério da Educação (MEC).

Ainda na nota, a instituição lembrou que nos últimos dois anos teve que se adaptar a cortes orçamentários com reflexos importantes em seus projetos como, por exemplo, as obras dos campi em Patos de Minas e Ituiutaba e também em Uberlândia, que ainda não foram finalizadas.


 
“A universidade tem procurado melhorar seus cursos de graduação e de pós-graduação ao longo dos anos, sem contar o excelente trabalho da Escola de Educação Básica (Eseba) e da Estes. Os resultados são palpáveis, sendo comprovados pelos índices demonstrados em diversos rankings nacionais e internacionais e, também, pelos vários mecanismos de avaliação existentes. O transbordamento da UFU sobre a sociedade é extremamente positivo e tem que ser sempre reconhecido e valorizado. Este trabalho não pode ser comprometido, a Universidade é um patrimônio do povo brasileiro, com missão específica nesta importante região do país”, diz em outro trecho. 


A Administração da UFU informou que está acompanhando a situação e o desenrolar das ações em Brasília, e também participando e apoiando a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), que intercede junto ao MEC para reconsideração deste insustentável bloqueio de orçamento. A comunidade será informada sobre o andamento das ações em Brasília.

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