02/03/2019 às 10h38min - Atualizada em 02/03/2019 às 10h38min

Menor volume de apreensões na piracema é visto como positivo na região de Uberlândia

PM desenvolveu 435 operações de fiscalizações na região até a última quinta (28), cerca de 4% a mais que no período anterior

VINÍCIUS LEMOS
Polícia alerta que há restrições para pesca mesmo fora do período da piracema| Foto: Reprodução/EBC
Caiu o número de apreensões de materiais e pescado durante o período da piracema entre 2018 e 2019, ainda que mais pessoas tenham sido presas no período. O resultado é visto como positivo pela Polícia Militar de Meio Ambiente de Uberlândia que considera o número positivo já que o número de operações foi ligeiramente maior que em na piracema anterior, entre 2017 e 2018. Ainda que as restrições do período tenham sido suspensas, é preciso que os pescadores fiquem atentos para as demais proibições.

Até na última quinta-feira (28), a PM de Meio Ambiente desenvolveu 435 operações de fiscalizações na região de Uberlândia, cerca de 4% a mais que no período anterior. Ainda assim, o volume de pescado apreendido foi 98% menor, chegando a 291 kg. Entre 2017 e 2018, a PM recolheu ao todo 14,8 toneladas de peixes pescados de forma irregular.

“No ano passado tivemos até mais resultados expressivos, mas como houve mais operações e menores autos de infração neste ano, o que me parece é que houve maior receio da pesca irregular e maior conscientização dos pescadores. Além disso tivemos alto de pescado apreendido no ano passado, porque apenas em uma ocorrência, em um empreendimento, recolhemos mais de uma tonelada de peixes”, afirmou o comandante do Pelotão de Meio Ambiente em Uberlândia, tenente Patrício Renato Ferreira.

Contudo, entre novembro de 2018 e fevereiro de 2019, o número de prisões dobrou e chegou a 10 conduzidos. O montante arrecadado em multas chegou próximo de R$ 56 mil com 18 autos de infração lavrados pela polícia. Entre as apreensões feitas se destacam 29 redes recolhidas, quatro tarrafas, 90 anzóis, 17 caniços e varas, além de oito carretilhas e molinetes. “Estive em várias operações e onde normalmente há pescas estava esvaziado. As pessoas estão respeitando as normas e os números corroboram”, disse tenente Patrício.

Durante a piracema é proibida a pesca para que os peixes nativos de cada região possam procriar em seu período de reprodução. Portanto, durante a piracema é proibida qualquer atividade de pesca profissional, inclusive o uso de redes, tarrafas, covos e outras armadilhas que acabam com a vida nos rios.

MAIS PROIBIÇÕES
A Polícia Militar de Meio Ambiente alerta ainda que há restrições para pesca mesmo fora do período da piracema. Peixes nativos podem voltar a ser pescados, mas há locais em que a pesca é proibida como corredeiras, proximidades de cachoeiras, confluências, a cerca de 500m, a  jusante e a montante de barragens de produção de energia elétrica e trechos de vazão reduzida, por exemplo.

Os pescadores precisam da licença de pesca, que pode ser emitida pelo Sistema Nacional de Informação da Pesca e Aquicultura ou Instituto Estadual de Florestas (IEF). A pesca profissional volta a ser permitida. Ainda há limites de volume de pescado, como 10kg para pescadores amadores mais um exemplar, sendo que espécies como mandi e piau não podem ter menos de 25cm, ou traíra, que deve ter tamanho mínimo de 30cm.

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