19/12/2018 às 07h46min - Atualizada em 19/12/2018 às 07h46min

Acidentes de motos caem 12% de janeiro a novembro

Mesmo com redução, bombeiros alertam para cuidados; houve um registro de morte ontem

MARIELY DALMÔNICA
Bombeiros recomendam cuidados para que motociclistas evitem acidentes | Foto: Agência Brasil/Arquivo
O número de acidentes de motos registrado nos últimos 11 meses em Uberlândia apresentou redução de 12% se comparado a igual período do ano passado. Segundo o Corpo de Bombeiros, de janeiro a novembro deste ano, houve 2.364 ocorrências envolvendo motos, contra 2.694 em 2017. Vítimas de colisão contra automóvel e queda se destacam e representam 54,3% e 27,1% dos registros, respectivamente. Mesmo com o quadro de redução dos números, os bombeiros reforçam a necessidade de motociclistas respeitarem as regras de trânsito e conduzirem defensivamente. 

O último acidente grave de trânsito envolvendo motos foi registrado ontem em Uberlândia, quando um jovem de 20 anos morreu atropelado por uma carreta na ponte do Vau, que fica no trecho urbano da BR-365
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Segundo o tenente Laurence Silva, uma série de fatores pode contribuir para os acidentes que envolvem motos, entre eles o desrespeito às normas de trânsito, como a condução sob o uso de álcool. “O número da frota também vem aumentando e em algumas regiões as motocicletas já ultrapassam o número de carros. É mais barato, mais econômico e mais ágil andar de moto”, disse o tenente.

Até o fim de novembro passado, os bombeiros realizaram 10.667 atendimentos de pessoas que se envolveram em acidentes com moto em 2018. Os números incluem não só vítimas que estavam em motocicletas, mas também em outros veículos ou pedestres. Em 2017, 12.196 pessoas passaram pela mesma assistência pré-hospitalar. “É um número alto. Como a moto é a parte mais frágil, mesmo conduzindo corretamente, se colidir com um automóvel, o motociclista pode se machucar”, afirmou o tenente.

Ainda de acordo com ele, para minimizar os acidentes é ideal verificar pontos críticos das vias, como buracos e vias mal sinalizadas. Além de utilizar o capacete, item obrigatório de segurança, algumas vestimentas podem ajudar a diminuir ferimentos caso motociclistas e passageiros se envolvam em acidentes. Segundo Laurence, quem anda de moto deve evitar usar bermudas, chinelos e outros sapatos abertos, e, sempre que possível, usar alguma blusa de manga longa que proteja os braços.
 
FERIMENTOS
 
Há oito anos, o tatuador Renato Gomes sofreu um de seus primeiros acidentes de trânsito, quando um carro o atropelou. “Ele desviou de uma viatura da PM [Polícia Militar], bateu na minha moto e ainda furou o pare”, afirmou. Renato foi levado até uma Unidade de Atendimento Integrado (UAI) pelos policiais, fez um Raio-X e não fraturou nada.

Um ano depois, Renato caiu da moto depois de atropelar um cachorro que atravessava uma rua do bairro Taiaman. Segundo ele, o animal era grande e não deu para frear. “A pancada foi forte, mas ele levantou e saiu andando. Já eu tive uma fratura exposta no joelho. Me levaram para o UAI e depois para O HC-UFU”, disse.

Renato não precisou de cirurgia, mas não pôde colocar o pé no chão por dois meses, andou de muleta, e só recebeu o seguro DPVAT no ano passado.
Mesmo com sequelas, o tatuador continuou andando de moto por algum tempo. Renato vendeu o veículo há cerca de três anos, e atualmente só se locomove de carro.
 
PONTE DO VAU
 Motociclista morre atropelado por carreta
 
VINÍCIUS LEMOS

 
Um motociclista de 20 anos morreu atropelado por uma carreta na manhã de ontem na ponte do Vau, que fica no trecho urbano da BR-365. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF) o motorista do veículo de carga não parou no local do acidente e o trabalho é de tentativa de identificação do veículo, já que ainda não se sabe exatamente o que causou a queda e atropelamento.

Pelo relato passado à PRF, o piloto da moto, Vitor Hugo Batista, teria batido na carreta e caído embaixo das rodas do veículo. Ele morreu na hora. A moto também foi esmagada pelo peso da carreta. Os policiais não descartam a possibilidade do motorista não ter percebido o que aconteceu e seguido viagem por conta da diferença de tamanho entre o automóvel e a moto. Entretanto a dinâmica do acidente ainda não está clara.

A ponte do Vau ficou parcialmente interditada e gerou um engarrafamento de mais de um quilômetro pouco antes das 8h desta terça. O local é de grande movimentação, pois engloba o tráfego urbano de deslocamento de bairros como Luizote de Freitas e Taiaman no sentido Centro da cidade e acesso à BR-050, para as saídas para Araguari e Uberaba.
 
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