30/11/2018 às 08h10min - Atualizada em 30/11/2018 às 08h10min

Erosão só será resolvida após período de chuvas

NÚBIA MOTA
Cerca de 150 caminhões de pedras foram colocados para conter a terra | Foto: Núbia Mota
Há mais de um mês, uma equipe do Departamento Municipal de Água e Esgoto (Dmae) trabalha para conter uma erosão próxima a uma estrutura de escoamento de água pluvial na Alameda Ecológica, no bairro Bosque dos Buritis, ao lado do condomínio Paradiso. Desde então, já foram colocados cerca de 150 caminhões de pedras grandes no local, onde passa o córrego Perpétua, afluente do rio Araguari. O trabalho é paliativo e já fez com que a terra não ceda mais, evitando que o comprometimento da calçada se alastre para a pista de rolamento. A intenção é fazer uma obra maior ao fim do período de chuva e resolver definitivamente o problema.

A erosão foi percebida no dia 27 de outubro, quando uma parte do dissipador cedeu. No mesmo dia, a calçada rachada e com risco de desmoronamento foi interditada e os moradores das imediações foram alertados pelos próprios condomínios para evitar passar por aquele trecho. A erosão foi causada pelo grande volume de água pluvial registrado na época e devido ao crescimento rápido da zona leste da cidade, onde há o maior número de empreendimentos construídos nos últimos anos.

Segundo Cleyton Silas Martins, gerente de drenagem pluvial do Dmae, o local corria o risco de ceder ainda mais e comprometer a rua, assim como ocorreu com a calçada. Por isso, o primeiro trabalho foi para estabilizar a área. O Diário de Uberlândia passou pela avenida Ecológica ontem de manhã, quando chegou mais um caminhão de pedras de grande porte colocadas por uma retroescavadeira. “Agora já não corre mais o risco da rua desabar. Uma segunda etapa só poderá ser feita assim que terminar o período de chuva, porque aí vai envolver concretagem. Mas é algo simples. Vamos refazer o que já existia e melhorar o local onde a água descarregava. Antes, ela descarregava no leito do córrego e agora vai descarregar em cima de pedras e vamos fazer o dissipador. Mas as próprias pedras se tornam um dissipador, porque a água vai entremeando entre elas e perde a velocidade”, disse Cleyton.

Além do acúmulo de água de chuva, no local é frequente o mau cheiro. De acordo com Cleyton Silas, o que pode ocorrer é que com as chuvas intensas, o esgoto volte pelos bueiros devido às ligações clandestinas. “O pessoal costuma jogar a água pluvial do quintal dele na rede de esgoto e quando chove, costuma supitar e acaba correndo para o córrego. Mas não é permitido. Uberlândia é dotada de estação de tratamento, tudo direito”, disse o gerente de drenagem pluvial.
Vale destacar que a água da chuva não deveria voltar pela tubulação de esgoto, porque são redes coletoras diferentes.
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