25/11/2018 às 07h00min - Atualizada em 25/11/2018 às 07h00min

Coronel de Uberlândia treinou Bolsonaro no Rio

Teotônio Luís Patrocínio foi professor da equipe de pentatlo do Exército à qual fazia parte o futuro presidente do Brasil

CAROLINA PORTILHO
Os dois amigos voltaram se encontrar no ano passado, durante evento realizado na CDL | Foto: Arquivo pessoal
A paixão pelo esporte ajudou a construir uma história de amizade entre o coronel Teotônio Luís Patrocínio de Morais, morador de Uberlândia e hoje já aposentado da carreira militar, e o presidente eleito Jair Bolsonaro. O primeiro encontro entre eles foi em 1974 na Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), em Resende (RJ), instituição responsável pela formação de oficiais combatentes de carreira do Exército Brasileiro. Quando Bolsonaro entrou na Academia, Teotônio, que é nascido em Perdizes, no Alto Paranaíba, já cursava o quarto ano do ensino superior.

“Nesse período o nosso contato foi pouco, as disciplinas não eram as mesmas, pois eu estava quase me formando e o Bolsonaro entrando no curso. O presidente eleito é três anos mais novo que eu, e lembro que ele era atleta do pentatlo militar, e serviu nos grupos de artilharia e paraquedismo do Exército Brasileiro”, relembrou Teotônio, que na época tinha 22 anos.

Alguns anos se passaram e após se formar em Educação Física, em 1979 o coronel Teotônio escolheu servir a carreira em Uberlândia. Um ano depois, assim que foi promovido a capitão, o batalhão recebeu uma correspondência pedindo que ele fosse colocado à disposição do desporto do Exército e acabou sendo escolhido para ser o técnico da equipe de pentatlo militar, competição das forças armadas que reúne cinco provas: tiro, natação, lançamento de granadas, corrida em pista de obstáculos e corta-mato ou corrida através do campo (cross).

De malas prontas para o Rio de Janeiro, Teotônio e Bolsonaro se esbarram novamente em 1980, dessa vez na condição de técnico e atleta, respectivamente. Foram quase quatro meses de convívio com o “Cavalão”, apelido dado a Bolsonaro pelo seu esforço físico e, consequentemente, desempenho e comprometimento com o esporte.

“Bolsonaro é paraquedista, mestre de salto, tem curso de educação física e mergulhador. Ele é um exemplo como atleta, por isso o apelido de Cavalão. Ele era dedicado aos treinos, super disciplinado e foi peça importante na equipe, que conquistou a vice-liderança na competição. Era um oficial que admirávamos por todos esses valores que acredito que contribuíram não só na vida de atleta dele, mas também como político”, cita o coronel.

Já se passaram 38 anos desse convívio mais próximo entre os dois e desde então o coronel Teotônio acompanha a vida política do Bolsonaro, iniciada quando foi eleito vereador do Rio de Janeiro em 1988. Dois anos depois ele se tornava deputado federal, cargo em que se manteve por sete mandatos sucessivos.


Teotônio (no alto à direita) em foto com a equipe de pentatlo, com Jair Bolsonaro
abaixo à esquerda) em 1980 | Foto: Arquivo pessoal

Reencontro

Em outubro do ano passado, Bolsonaro cumpriu agenda em Uberlândia e assim que chegou na cidade era esperado pelo coronel Teotônio no aeroporto. “Dei um abraço nele e relembrei da época em que fui seu treinador na equipe do pentatlo. Ele lembrou na hora e me chamou de padrinho e me convidou para acompanhá-lo na agenda do dia na cidade”.

Como presidente, Teotônio acredita o Bolsonaro fará um bom governo e que o Brasil vai mudar de patamar. “Tenho certeza absoluta que o país vai crescer. Bolsonaro fará valer seus discursos relacionados no combate à corrupção e valorizará os costumes familiares, a democracia e a segurança. Não há risco algum em relação à perda de direitos civis. Pelo contrário, ele é a favor dos valores democráticos, da liberdade. E como sua vida foi muito relacionada ao esporte, uma de suas propostas é incluir no Programa Saúde da Família profissionais de educação física que atuarão no combate à obesidade e ao sedentarismo e suas consequências”, finalizou o coronel Teotônio, que serviu por 10 anos no 36° Batalhão de Infantaria Mecanizado em Uberlândia, ocupando por três anos a posição de comandante, de 1996 a 1998.
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