02/11/2018 às 07h00min - Atualizada em 02/11/2018 às 07h00min

Pesca está proibida em quatro rios de Uberlândia

Restrição vai até o fim do período reprodutivo, em 28 de fevereiro

NÚBIA MOTA
Durante piracema, peixes nativos sobem para cabeceira dos rios para se acasalar | Foto: Tiago Padua/Agência Brasil
E com as chuvas, chega também a piracema, quando os peixes buscam as cabeceiras dos rios para se reproduzir. Neste período, a pesca se torna restrita ou proibida em alguns pontos, como lagoas marginais, corredeiras e próximo a confluências e represas de usinas. Portanto, até o dia 28 de fevereiro, é importante que pescadores fiquem atentos às normas, para evitar multas e até prisões. Próximo a Uberlândia, os principais locais onde não se pode pescar são o rio Tijuco, o rio da Prata, o rio Quebra Anzol e um trecho do rio Araguari, abaixo do distrito de Martinésia, depois da represa de Capim Branco 2 até a ponte da MG-223, que liga Araguari a Tupaciguara, em um ponto popularmente conhecido como João do Velho. 

O tenente Patrício Renato Ferreira, comandante do 1º Pelotão de Meio Ambiente, explicou que a pesca para lazer, mais comum em Uberlândia, não está proibida, desde que não sejam capturadas espécies nativas da região, como o piau, o mandi e a traíra. “Se pegar espécies nativas, tem que soltar. Outros peixes que o pessoal gosta de pescar por aqui e não são nativos são o tucunaré e a tilápia. Esses podem pescar, mas tem uma restrição. O pescador só pode pegar 3 kg e mais um exemplar por dia ou jornada de pesca”, disse o comandante. A quantidade de molinetes também é reduzida. Fora da piracema, cada pescador pode carregar dez molinetes, mas neste período só pode ter cinco. 

Quem for pego com espécies nativas pescadas, será multado com valores que variam entre R$ 910 a R$ 3.022,50, dependendo da quantidade. Já se ultrapassar o limite de 3 kg, a multa varia de R$ 486,25 a R$ 1.511,25. 

Desde ontem, até o fim de fevereiro, a Polícia de Meio Ambiente vai intensificar as operações durante todos os dias da semana, em horários alternados. “A maioria das pessoas respeita esse período, mas tem ainda algumas pessoas que não respeitam. É um crime, com pena de 1 a 3 anos de detenção. Então, quando a gente pega, não tem como não adotar a lei”, disse Patrício. Além dos rios, são fiscalizados estabelecimento que comercializam pescado. 

O termo piracema tem origem indígena e significa “subida do peixe”. Por causa de questões climáticas, como a chuva e o aumento da temperatura da água, os peixes sobem os rios em busca de um local ideal para se reproduzir. Normalmente, eles estão em busca de água quente, rica em oxigênio, e turva, uma vez que a água límpida facilita a ação de predadores. Com o desgaste físico devido à subida dos rios, as espécies acabam sendo pegas com mais facilidade. Como a piracema é um período de reprodução, a captura de adultos diminui a quantidade de indivíduos da população. “Tem muitos peixes que ficam tão vulneráveis que são pegos com as mãos em corredeiras e cachoeiras pequenas”, disse o Tenente Patrício.
 
NÃO PODE
 
Pescar espécies nativas como piau, mandi e traíra.
Pesca profissional
Pesca subaquática
Pesca com barcos nos rios (só pode nos barracos)
Nas lagoas marginais 
A 1500 m acima e abaixo das corredeiras 
A 1500 m abaixo e acima das represas de usinas de energia  
A 500 m das confluências e desembocaduras dos rios
A 500 m abaixo dos demais barramentos

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