23/06/2018 às 10h05min - Atualizada em 23/06/2018 às 10h05min

Hoje tem torneio de cheerleading da UFU no Sabiazinho

IGOR MARTINS | REPÓRTER*

Certamente você já ouviu falar no “Super Bowl” e compreende a regra básica do beisebol. Conhece Michael Jordan e Michael Phelps, dois dos principais nomes do basquete e natação norte-americanos, respectivamente. Além disso, sabe que Tom Brady é marido da modelo gaúcha Gisele Bündchen, e que o californiano está para o estadunidense assim como Pelé está para o brasileiro.

Não à toa, os Estados Unidos são sinônimo de sucesso quando se fala em esporte. Nas olimpíadas, por exemplo, o país é o que mais tem conquistas na história. Com cerca de 27 participações em jogos olímpicos, os norte-americanos conquistaram 1.022 medalhas de ouro, 795 de prata e 705 de bronze, totalizando 2.522 premiações, média de 93,4 por edição.

Muito conhecido nos filmes hollywoodianos, o “cheerleading”, esporte que remete à animação de torcida, foi criado justamente nos Estados Unidos, ainda no século XIX. A atividade ficou conhecida no Brasil com a produção cinematográfica “As apimentadas”, de 2000. A prática é caracterizada por um conjunto de atletas que realizam saltos, danças e acrobacias, e assim como vários outros desportes, ainda engatinha em território brasileiro.

Mesmo pouco divulgado no Brasil, o “cheer”, como é popularmente conhecido, foi reconh1ecido oficialmente como esporte pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) há dois anos, o que dá fôlego aos atletas que praticam este exercício. Além disso, muito se fala sobre a possibilidade de inserção do esporte nos jogos olímpicos dos próximos anos.

Com uma população de cerca de 650 mil habitantes, Uberlândia é uma cidade que tem várias universidades, justamente o local em que a animação de torcida é mais conhecida, divulgada e praticada. Graças às atléticas universitárias, o cheerleading tem ganhado cada vez mais destaque por meio de competições entre diferentes cursos, elevando também o número de atletas, patrocinadores, e claro, fãs do esporte.

Andryele Miranda, estudante de enfermagem da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), pratica o cheerleading há pouco mais de um ano. De acordo com ela, o esporte proporciona muitos benefícios à saúde, além de diminuir o estresse do dia a dia, melhorando também a sua vida pessoal. “O esporte nos dá mais flexibilidade e força. Mas ao mesmo tempo, demanda muito treino e muita técnica, também”, afirmou.

Natural de Cascavel, no Paraná, a cheerleader pensa que a animação de torcida é um esporte que leva consigo muitos estereótipos. Para a estudante de 19 anos, os filmes norte-americanos mostram muitas competições pessoais dentro e fora do time, o que para ela, nem sempre é assim. “Aqui [na UFU], mesmo que tenham competições, os atletas se unem para treinar, sejam eles do mesmo time ou não”, contou a parananese, aproveitando para dizer que as produções cinematográficas são muito diferentes do que se passa na realidade dos treinamentos.

A paranaense ainda falou sobre os desafios da prática do esporte em Uberlândia. A futura enfermeira afirmou que a conciliação do cheerleading com os estudos é, muitas vezes, complicada. “Como o meu curso é integral, grande parte dos atletas tem aula das 7h às 19h, e acabam não tendo tempo para treinar”, disse Andryele, que ainda disse que as práticas e ensaios com os colegas acontecem duas vezes por semana.

Cheerleader desde 2016, quando ingressou à faculdade de biomedicina, Paulo Costa é o atual capitão da equipe “Flames Cheerleaders”. O uberlandense de 19 anos contou à redação do Diário de Uberlândia sobre a vida como atleta de animador de torcida.

“Eu entrei no cheerleading por pura curiosidade. Como eu já havia feito dança, o esporte me chamou a atenção”, afirmou o estudante. O cheerleader contou ainda que a rotina de treinos, assim como no caso de Andryele, pesa um pouco no dia-a-dia. “Como a biomedicina é um curso integral, dificulta a nossa rotina de treinos, que geralmente são de cinco horas por semana”.

O mineiro ainda afirmou que os estereótipos criados pelos filmes norte-americanos são uma triste realidade no Brasil. Para ele, o preconceito, especialmente com homens, é grande. Além disso, Costa disse que grande parte das produções cinematográficas passam uma imagem pejorativa e totalmente distorcida sobre o que realmente é o esporte. “Afinal, não são apenas garotas com pompons nas mãos pulando. O sexismo nesse esporte ainda é muito grande. O esporte é muito mais do que isso”, finalizou.

 

CAMPEONATO

Torneio universitário tem recorde de inscritos

 

Acontece hoje na Arena Sabiazinho, o 2º Torneio de Cheerleading da Universidade Federal de Uberlândia (UFU). O campeonato é uma ótima oportunidade para que as equipes acadêmicas da universidade elevem seus níveis de atuação.

Para Adilson de Souza, que trabalha na Divisão de Esportes e Lazer Universitário (Diesu), organizadora do torneio, os campeonatos de Cheerleading em Uberlândia devem continuar crescendo, já que são uma forma de estimular cada vez mais os atletas e os fãs da modalidade. “É um esporte que está em crescimento, em evidência. Isso é bom para os atletas e para o esporte”, disse.

Com a ultrapassagem de inscrições para o campeonato, Souza disse que a expectativa para o torneio é alta, já que os torcedores universitários, assim como as equipes, têm procurado muitas informações a respeito da competição.

“Estamos esperando um grande número de pessoas. Um campeonato desses é muito bom para todos. Mostra que Uberlândia não tem apenas futebol e vôlei, e isso é ótimo para todo mundo”, finalizou.

O torneio começa às 14h e o ingresso custa 1kg de alimento não perecível.

* Programa de Aprimoramento Profissional

 

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