01/05/2018 às 17h42min - Atualizada em 01/05/2018 às 17h42min

MDB decide por candidatura própria ao governo de Minas

DA REDAÇÃO
Antônio Andrade (centro), nas prévias de hoje, é um dos três pré-candidatos ao governo | Foto: Reprodução/Facebook
  
O MDB mineiro decidiu que terá candidatura própria ao Governo de Minas Gerais nas eleições de outubro, em nítido rompimento da aliança com o PT do governador Fernando Pimentel, que tentará a reeleição. A decisão saiu nas prévias do partido realizadas hoje, durante encontro de correligionários em Belo Horizonte. Ao todo, 353 delegados votaram a favor de candidatura própria. Houve ainda 12 votos contrários e um voto em branco.

O encontro foi marcado pela ausência de representantes com mandato. Dos 13 deputados estaduais do MDB em Minas, apenas dois compareceram para votar, enquanto que dois dos cinco deputados federais marcaram presença.

Entre os ausentes estava o presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) e um dos principais aliados do governador Pimentel, deputado estadual Adalclever Lopes, que também é um dos três pré-candidatos do partido ao governo. Os outros dois nomes indicados pelo MDB são o vice-governador e presidente do partido em Minas, Antônio Andrade, e o deputado federal Leonardo Quintão. O nome do partido que disputará o governo sairá da convenção estadual, em julho.

Antes da prévia, o vice-governador disse não ter relação com o pedido de impeachment deflagrado contra o governador Fernando Pimentel (PT), com quem está rompido.

"Se eu for candidato, eu não quero o PT nem como vice, nem o apoio", afirmou. Após o resultado, Antônio Andrade defendeu que o partido entregue os cargos ocupados no governo. Atualmente, o MDB comanda quatro secretarias de Estado: Agricultura, Cidades e Integração Regional, Cultura e Saúde.

Embora Andrade defenda a candidatura e seja um dos nomes ventilados para o posto, o partido está rachado. Outro grupo, composto principalmente de deputados, defende a manutenção da união com o PT por entender que isso garante mais cadeiras na Câmara Federal e na Assembleia mineira.

Partiu do principal fiador da aliança com os petistas, porém, a aceitação do pedido de impeachment contra Pimentel. O movimento do presidente da Assembleia, deputado estadual Adalclever Lopes (MDB), foi visto como barganha para garantir espaço na chapa de reeleição do governador. Adalclever não participou da votação nesta terça.

"Eu não conversei nenhuma palavra com nenhum deputado a respeito do impeachment", afirmou Andrade.

Nesta semana, os deputados estaduais se reúnem para decidir o rito de tramitação do pedido de impeachment. Tendo Adalclever como aliado, Pimentel detém a maioria na Assembleia.
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