23/04/2018 às 10h19min - Atualizada em 23/04/2018 às 10h19min

Ex-prefeito Gilmar Machado deixa o presídio Jacy de Assis

Também foi liberado o ex-superintendente do Ipremu Marco Botelho

VINÍCIUS LEMOS | REPÓRTER

O ex-prefeito de Uberlândia Gilmar Machado e o ex-superintendente do Ipremu Marco Botelho, ambos presos na operação Encilhamento, da Polícia Federal (PF), foram liberados na noite do último sábado (21). Eles ficaram detidos no presídio Jacy de Assis por 10 dias e são investigados por possíveis fraudes envolvendo a aplicação de recursos de Institutos de Previdência Municipais em fundos de investimento que contém, entre seus ativos, debêntures sem lastro emitidas por empresas de fachada.

Em nota, Machado informou que não foi demonstrado pela PF que existam provas de atos ilícitos que justificassem a custódia e que tem certeza “que todas as ações que foram realizadas por quem esteve à frente do Ipremu durante sua gestão foram feitas em conformidade com a lei, inclusive tanto os decretos como as nomeações tiveram o respaldo da Procuradoria Geral do Município”.

Presos no dia último dia 12, Machado e Botelho tiveram suas detenções temporárias prorrogadas por mais cinco dias pela Justiça de São Paulo - prazo que se encerrou no sábado. Também investigados e presos na operação, os ex-membros do Comitê de Investimentos do órgão municipal Mônica Resende Silva e Cláudio Barbosa foram soltos no dia 16.

Ainda na nota, o ex-prefeito afirmou esperar que a Constituição seja  respeitada “e aguarda que tanto ele como Marcos, Cláudio e Mônica possam responder em liberdade ao inquérito que nem mesmo se transformou em ação penal. Gilmar Machado e os demais ressaltam que tem total convicção de que o Poder Judiciário haverá de reconhecer a injustiça dessas prisões”.

ENCILHAMENTO

A Polícia Federal teve o apoio da Secretaria de Previdência (SPREV) e, no dia 12 deste mês, durante a deflagração da operação Encilhamento, houve o cumprimento de 60 mandados de busca e apreensão e 20 mandados de prisão temporária expedidos pela 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo, em diversos municípios, nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Mato Grosso, Santa Catarina e Goiás.

Em Uberlândia foram cinco mandados de busca e quatro de prisão e documentos foram apreendidos no Ipremu. O instituto de previdência de Uberlândia é apenas um de 28 institutos municipais que investiram em fundos que, por sua vez, direta ou indiretamente, adquiriram os papéis sem lastro. Há o envolvimento de uma empresa de consultoria contratada pelos institutos e elementos que apontam para corrupção de servidores. Estima-se que as debêntures emitidas por empresas de fachada ultrapassam o valor de R$ 1,3 bilhão.
 
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