19/04/2018 às 15h09min - Atualizada em 19/04/2018 às 15h09min

Em greve, servidores da educação voltam às aulas no dia 23

DA REDAÇÃO
Categoria estava paralisada desde o dia 8 do último mês | Foto: Sind-Ute/Divulgação

Em greve desde 8 de março último, trabalhadores em educação de Minas Gerais decidiram voltar às atividades. As aulas devem recomeçar na próxima segunda-feira (23). Os servidores cobram do governo Fernando Pimentel o cumprimento do Acordo do Piso salarial, o fim do parcelamento de salários e 13º salário, a melhoria do IPSEMG, passivos da carreira, férias-prêmio para quem aposentou entre outros problemas, entre outras questões.

O começo da tramitação na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que insere na Carta Mineira a obrigatoriedade de pagar aos servidores da educação o piso nacional previsto em lei federal foi decisivo para o fim da greve.

Ontem, a proposição foi entregue ao 1º-secretário da ALMG e primeiro signatário da PEC, deputado Rogério Correia (PT), por deputados presentes à solenidade, que contou, também, com representantes do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE).

A PEC, que tem a assinatura de 72 dos 77 deputados, insere o artigo 201-A à Constituição Estadual, assegurando que o vencimento inicial das carreiras de professor de educação básica, especialista em educação básica e analista educacional na função de inspetor não será inferior ao piso.

A alteração proposta também garante que os valores dos vencimentos das carreiras do grupo de atividades da educação básica passem a ser reajustados na mesma periodicidade e em decorrência de atualizações do piso.

O presidente da Assembleia, deputado Adalclever Lopes (PMDB), afirmou que a proposta será tratada com seriedade e com a maior celeridade possível. “Tenho a honra de participar ao lado dos servidores de mais um avanço”, disse ele, ao avaliar que a categoria conseguiu importantes conquistas nesta gestão.

O deputado Rogério Correia explicou que será constituída uma comissão especial para analisar a proposição, composta por representantes de todos os blocos parlamentares. Para ser aprovada, ela precisa do aval de três quintos dos deputados (48 votos).

Segundo ele, o projeto tem amplo respaldo dos deputados e da própria categoria. “É uma conquista importante, porque a obrigatoriedade de pagar o piso fica agora permanente”, afirmou.
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