19/01/2018 às 18h16min - Atualizada em 19/01/2018 às 18h16min

Obras serão retomadas após 4 anos

Trabalhos serão executados com liberação de R$ 850 mil por parte do Estado e devem ser concluídos em 12 meses

VINÍCIUS ROMARIO | REPÓRTER
Estrutura de Parque Aquático sofreu vandalismo durante os quase quatro anos de obras paralisadas / Foto: Vinícius Romario
 
As obras do Parque Aquático Municipal de Uberlândia serão retomadas na próxima segunda-feira (22), após mais de quatro anos paradas. O anúncio foi feito hoje durante solenidade no Centro Administrativo. A retomada foi possível após uma emenda liberada pelo Estado no valor de R$ 850 mil. A previsão é de que o complexo seja entregue em 12 meses.

No entanto, de acordo com o secretário municipal de Obras, Norberto Nunes, o valor não será suficiente para que as obras sejam concluídas. “Faltaria ainda cerca de R$ 2,2 milhões, mas, com esse pontapé inicial, esperamos que o restante do recurso seja liberado pelos governos Estadual e Federal”, afirmou.

O Parque Aquático Municipal está sendo construído ao lado da Arena Sabiazinho, na zona leste da cidade, com recursos na ordem de R$ 5,9 milhões, por meio de um convênio firmado, em 2008, entre a Prefeitura de Uberlândia, Governo de Minas e Governo Federal. Cerca de 60% das obras já estão concluídas.

Os trabalhos no local começaram em 2010 e foram paralisados pela primeira vez em 2011, por desistência da primeira empresa, que alegou falta de repasses. Ainda naquele ano, outra construtora foi chamada. As obras prosseguiram e foram paralisadas novamente por falta de repasses em setembro de 2013. Em junho de 2014 houve reuniões para que as obras fossem retomadas, mas o projeto não teve sequência.

O espaço onde está o parque tem área total superior a 6 mil m² e contará, quando o projeto for concluído, com arquibancadas para aproximadamente 1,3 mil pessoas e uma piscina olímpica semi-aquecida (25x50m e 3m de profundidade), que segue todas as exigências da Federação Internacional de Natação (Fina) e pode sediar competições internacionais.

Além disso, a estrutura também terá área de alimentação, sanitário masculino e feminino para o público e uma galeria técnica de 1.200 m² (espaço exclusivo para os trabalhos do departamento médico, além de sanitário e vestiário para atletas, árbitros e administração).

NOME

Tramita na Câmara Municipal o projeto para que o complexo do parque aquático seja nominado João Bittar. O ex-deputado, falecido no ano passado, foi um dos idealizadores do projeto e responsável por conseguir os recursos iniciais para a construção do parque.
 
VANDALISMO

Em agosto passado, o Diário de Uberlândia relatou as más condições encontradas nas estruturas do Parque Aquático após 4 anos de obras paralisadas. Com o abandono, as marcas do vandalismo estavam por toda a parte. Nas paredes e até mesmo no alto das arquibancadas havia pichações e rabiscos. O mato também tomava conta de parte da estrutura e do terreno.

Na reportagem, o engenheiro civil Rodrigo Gustavo Delalibera recomendou uma vistoria criteriosa para detectar possíveis danos à estrutura do Parque Aquático.
“As barras de aço que compõem as armaduras estão todas expostas às intempéries, e isso causa oxidação do aço. Para as estruturas de concreto armado isso é muito danoso”, disse.

Ele apontou que, numa análise visual, a estrutura estava bem preservada, principalmente as partes internas, como o túnel e banheiros. Mas, em relação a estrutura exposta, o ideal seria verificar, por meio de testes laboratoriais, se houve algum dano antes de retomar as obras. “As tubulações, por exemplo, precisa verificar por outros tipos de análises se não têm rupturas”, disse na ocasião.

O engenheiro ainda explicou que, em função da exposição ao sol e à chuva, e ainda à falta de manutenção, o prazo de vida útil de uma obra diminui. “Imagina sua casa ficar quatro anos sem nenhum tipo de manutenção. Vai apresentar problemas”, afirmou.
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