14/12/2017 às 05h20min - Atualizada em 14/12/2017 às 05h20min

Funcionários do Hemocentro paralisam atividades

VINÍCIUS ROMARIO | REPÓRTER
Paralisação no Hemocentro de Uberlândia integrou movimento estadual / Foto: Divulgação

 

Funcionários do Hemocentro Regional de Uberlândia fizeram ontem uma paralisação de 24 horas em função dos atrasos e parcelamentos salariais, da falta de previsão para o pagamento do 13º salário, da necessidade de reajuste do vale-alimentação, além do descontentamento com o baixo número de nomeados através de concurso público para as instituições geridas pelo Hemominas. O ato integrou movimento ocorrido em todo Estado.

De acordo com o Sindicato Único dos Trabalhadores em Saúde (Sind-Saúde/MG), um levantamento inicial havia apresentado um número de 118 cargos vagos no Estado, mas a gestão atual trabalha hoje com 63 novas nomeações. Ao todo, a Hemominas tem cerca de 2 mil servidores e 600 terceirizados.

Delegada sindical do Hemocentro em Uberlândia, Marcela de Faria Morais afirma que os servidores querem que o salário volte a ser pago no quinto dia útil de cada mês e que não haja mais parcelamento. “Hoje temos recebido entre os dias 11 e 15. Quem ganha acima de R$ 3 mil receberá em duas parcelas, e acima de R$ 6 mil, em três”, disse.

Além disso, Marcela Morais afirmou que há insatisfação por causa do vale-alimentação, que não tem sido repassado mais no primeiro dia do mês, em cartão, mas diretamente pela folha de pagamento. “Dessa maneira eles descontam e não é repassado o valor integral.”

Sobre as negociações com a Fundação Hemominas, Marcela diz que as conversas acontecem todas em Belo Horizonte. “Ainda não houve avanço, e, caso continue assim, entraremos em greve”, afirma.

 

POSIÇÕES

Por meio de nota, a Fundação Hemominas informou que as questões relativas ao atraso de pagamento, valor e formato do vale-alimentação e pagamento do vale-transporte são de alçada do Governo do Estado, através da Secretaria Estado de Planejamento e Gestão (Seplag).

Em relação ao concurso público, o processo para realização do certame já foi iniciado e está aguardando autorização da Seplag.

Já o governo de Minas disse que a decisão de parcelar os salários dos servidores está atrelada à atual crise econômica do Estado, que decretou estado de calamidade financeira. As datas estabelecidas no parcelamento estão relacionadas à possibilidade real de desembolso do Tesouro Estadual, considerando-se a entrada de recursos. Ainda conforme a nota, atrasos de pagamentos vem ocorrendo, em função de fluxo de caixa insuficiente.

Já em relação ao 13º, o governo aguarda a votação no Congresso do Projeto de Lei que autoriza a securitização da dívida ativa estadual. Com a aprovação da referida proposta, “será possível antecipar o recebimento de créditos parcelados e, desta forma, obter recursos necessários para o pagamento do benefício dos servidores do Executivo Estadual.”

O Governo de Minas Gerais, representado pela Secretaria de Estado de Planejamento e pela Fundação Hemominas, reuniu-se na Cidade Administrativa, no último dia 11 de dezembro, com o Sindicato dos Médicos (Sinmed) e com o Sind-Sáude para discutir a pauta de reivindicações dos administrativos e médicos da Fundação.

O Governo concordou em passar o pagamento do benefício do vale alimentação para a modalidade de cartão e calcular o impacto da Gratificação de Final de Semana para os servidores, a exemplo do que já ocorre na Fhemig, apresentando o retorno para os sindicatos até o dia 20 de janeiro/2018. O Governo também se comprometeu a fazer um levantamento das vacâncias de cargos e substituição de contratos de setembro de 2015 a dezembro de 2017, para que a gestão do órgão encaminhe pleito de concurso público à Câmara de Orçamento e Finanças (COF).

Em relação ao atraso no pagamento do vale transporte, o representante da gestão na Fundação Hemominas afirmou que está negociando a regularização do repasse com a Secretaria de Estado de Fazenda, para acabar com os atrasos no benefício.


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