A cidade de Uberlândia registrou um aumento de 55,4% nas hospitalizações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em 2025. Segundo o levantamento do Sistema Único de Saúde (SUS) e da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), no ano passado, foram notificadas 2 mil internações por SRAG no município, contra 1.287 registros em 2024.
Entre as causas das internações em 2025, a maior parte dos casos (69,5%) não teve agente etiológico identificado. Em contrapartida, as infecções por Influenza foram responsáveis por 13,7% (274) das hospitalizações, enquanto a Covid-19 por 7,03% (142) dos casos.
Em 2024, novamente, em 68,3% das notificações o agente não foi especificado, mas a Covid-19 ocupou o segundo lugar na lista de casos, respondendo por 19,27% (248) das hospitalizações e a Influenza por 6,37% (82).
Apesar da alta nas internações, os dados mostram uma queda no número de óbitos por Síndrome Respiratória Aguda Grave. Em 2024 foram registrados 188 óbitos, enquanto em 2025 esse número caiu para 158, redução de 32 mortes.
A diferença é ainda mais evidente quando se observa a taxa de letalidade, que caiu de 14,61% em 2024 para 7,84% em 2025, praticamente metade do índice registrado no ano anterior.
PERFIL
O levantamento revela ainda que, em 2025, 1.017 mulheres foram internadas, representando 50,8% do total. Enquanto isso, os homens representaram 49,1% (983) dos casos.
Já a análise por idade mostra que os idosos e crianças concentram a maior parte das internações. Em 2025, os grupos mais afetados foram:
Enquanto as demais faixas apresentaram números menores: 10 a 19 anos (82 casos), 20 a 39 anos (98) e 40 a 59 anos (59).
As mortes, por sua vez, se concentraram especialmente entre os idosos. Em 2025, dos 158 óbitos registrados, 119 ocorreram em pessoas com 60 anos ou mais, 33 entre 20 e 59 anos, e 6 entre 0 e 19 anos.
2026
Os números preliminares de 2026, atualizados até o dia 16 de março, apontam 208 internações por SRAG em Uberlândia. Além disso, os dados indicam 9 óbitos registrados até o momento.
Entre os agentes etiológicos, os casos seguem majoritariamente classificados como não especificados, representando 78,3% das notificações. Na sequência aparecem Covid-19 (11,5%) e Influenza (6,25%).
Até o momento, 114 casos foram registrados entre homens e 94 entre mulheres. Já a análise por idade mostra novamente maior concentração nas faixas mais vulneráveis.
Os idosos representam a maioria dos óbitos em 2026, com cinco registros. Houve ainda uma morte entre 20 e 59 anos e duas em menores de 19 anos.
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