Servidor da Futel investigado por abuso sexual é demitido em Uberlândia

Segundo investigação administrativa, o servidor teria aliciado uma adolescente por meio de mensagens com conteúdo libidinoso

Por REDAÇÃO I DIÁRIO DE UBERLÂNDIA-
2 Min

Servidor da Futel investigado por abuso sexual é demitido em Uberlândia
Fundação converteu exoneração aplicada em 2025 em demissão após conclusão de Processo Administrativo Disciplinar I Foto: Divulgação/PMU

A Fundação Uberlandense do Turismo, Esporte e Lazer (Futel) oficializou a demissão de um servidor investigado administrativamente por abuso sexual contra uma adolescente. A decisão foi publicada na edição desta sexta-feira (13) do Diário Oficial do Município (DOM) de Uberlândia.

A portaria assinada pelo diretor-geral da fundação, Edson Zanatta, determina a conversão da exoneração em demissão do servidor que ocupava cargo comissionado de assessor na Diretoria de Esportes e Qualidade de Vida. A medida tem efeito retroativo à data em que ele foi afastado da função.

A decisão foi tomada após a conclusão do Processo Administrativo Disciplinar, instaurado para apurar denúncia envolvendo assédio sexual contra uma adolescente.

INVESTIGAÇÃO
A denúncia foi apresentada em janeiro de 2025, dando início às investigações preliminares que levaram à abertura do processo disciplinar em junho do mesmo ano. Durante a apuração, foram reunidos elementos como conversas por mensagens apresentadas pela mãe da adolescente, relatório do conselho tutelar e o depoimento do próprio servidor.

De acordo com o processo, o investigado teria aliciado, assediado ou constrangido a adolescente por meio de mensagens com conteúdo libidinoso. Em seu depoimento durante a investigação, o servidor não negou a existência das conversas, mas tentou contextualizar o conteúdo das mensagens.

Mesmo após a exoneração do cargo, a administração municipal decidiu manter o processo disciplinar em andamento devido à gravidade das acusações e ao interesse público. Com a conclusão da investigação interna, decidiu-se converter a exoneração em demissão, além de encaminhar os autos ao Ministério Público de Minas Gerais para análise de possíveis responsabilidades na esfera criminal.
 

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