A Polícia Civil (PC) prendeu, nesta quarta-feira (4), um homem de 22 anos envolvido em um homicídio e tortura ocorridos dois anos atrás em Paracatu, na região Noroeste de Minas Gerais. A prisão aconteceu no bairro Tocantins, em Uberlândia, durante uma ação da Delegacia de Homicídios e da Agência de Inteligência, em conjunto com policiais da cidade mineira onde o crime ocorreu.
De acordo com a Polícia, o suspeito não resistiu a prisão. Ele estava com mandado de prisão preventiva expedido pelo Judiciário de Paracatu e foi recambiado para o Presídio Professor Jacy de Assis, onde vai ficar à disposição do Poder Judiciário. O crime do qual ele participou é apontado como um dos mais cruéis já ocorridos na cidade, e sua prisão só foi possível após o trabalho conjunto entre as duas unidades policiais.
Segundo o delegado de Homicídios de Uberlândia, Carlos Antônio Fernandes, que coordenou a operação resultada na prisão do envolvido, o crime ocorreu em Paracatu no dia 24 de setembro de 2024. Um homem identificado por Diego Medeiros de Sousa, de 31 anos, foi sequestrado e violentamente torturado por quatro homens em uma casa abandonada do bairro Vista Alegre e depois teve seu corpo atirado na cisterna de uma mata. As investigações tiveram início seis dias após a mãe da vítima procurar a delegacia e noticiar o desaparecimento.
Com o andamento das investigações, a Polícia Civil de Paracatu prendeu um dos envolvidos, que confessou ter sido torturado pelos autores para ajudar a ocultar o cadáver. O homicídio teria sido motivado por desavenças relacionadas a pequenos furtos praticados por Diego, que estariam atraindo a atenção policial e causando prejuízos à atividade de traficantes na região onde ele praticava os crimes. O homem preso em Uberlândia é apontado como o líder da quadrilha e mandante do homicídio.
Em entrevista coletiva, o delegado Carlos Antônio Fernandes destacou o trabalho policial realizado em conjunto e a prisão do autor. "A vítima Diego foi espancada até a morte e o homem obrigado a ajudar na ocultação do cadáver foi violentamente torturado. Os autores abriram o peito da vítima, retiraram o coração e obrigaram o envolvido morder o órgão, mediante tortura e sob ameaça de morte. Os acusados estão todos identificados e um deles é menor de idade. Ele [o adolescente] foi apreendido e cumpre agora internação socioeducativa", disse.
O líder do grupo, preso em Uberlândia, não falou desde quando estava escondido na cidade. "O depoimento da vítima que sobreviveu, que foi torturada para ajudar a ocultar o cadáver, corroborou para a elucidação desse crime hediondo em Paracatu. Essa pessoa [sobrevivente] foi obrigada a também carregar o morto por mais de 100 metros até o local onde o corpo foi jogado", acrescentou o delegado.
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