A Polícia Civil (PC) concluiu, nesta segunda-feira (14), as investigações a respeito da morte de dois policiais penais ocorrida em um apartamento no bairro Carajás, em Uberlândia. De acordo com a corporação, os levantamentos técnicos, laudos periciais e depoimentos de testemunhas esclareceram que o crime, registrado no dia 16 de agosto, se tratou de feminicídio seguido de suicídio, praticado pelo namorado da vítima.
Na época, a Polícia Civil foi até o local e encontrou a mulher de 43 anos com várias perfurações pelo corpo. O homem foi encontrado ainda com sinais vitais, com um ferimento na região da testa, também ocasionado por disparo de arma de fogo. Ele chegou a ser encaminhado ao Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (HC-UFU), mas não resistiu.
A arma utilizada no crime está registrada em nome do investigado, a qual foi apreendida e periciada, sendo constatada sua eficiência. A perícia recolheu também cápsulas e projéteis compatíveis com o armamento no interior do imóvel. Conforme o relatório final, não foram verificados indícios de luta corporal nem de discussão prévia entre o casal. Imagens de câmeras de segurança mostraram que o homem chegou ao apartamento da vítima na noite do crime, por volta das 19h30, portando uma garrafa de vinho, sendo recebido pela namorada que já estava no seu apartamento.
O inquérito reuniu ainda informações médicas e testemunhais que apontam que o autor apresentava transtornos psicológicos e comportamentos obsessivos, encontrando-se em tratamento psicológico e psiquiátrico, com uso de medicação controlada. Segundo relatos, o investigado já havia manifestado anteriormente a intenção de tirar a própria vida. Diante das provas colhidas, o inquérito concluiu que ele efetuou diversos disparos de arma de fogo contra a namorada e, em seguida, atentou contra a própria vida.
Comprovada a autoria e materialidade do crime, e tendo em vista o falecimento do autor, a autoridade policial manifestou pelo arquivamento do inquérito policial, em razão da extinção da punibilidade pela morte do investigado.
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