Estudantes da UFU são finalistas mundiais em competição internacional da Nasa
Alunos desenvolveram IA capaz de identificar terremotos na Lua e em Marte
PorREDAÇÃO I DIÁRIO DE UBERLÂNDIA-•
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Responsáveis pelo projeto são Gabriel Ribeiro Filice Chayb, Larissa Borges de Mello, Ana Carolina Miziara Sabino de Oliveira Borges, Gustavo Ferreira Tavares, Gustavo Antônio Teixeira da Matos e Alailton José Alves Junior I Foto: Reprodução/YouTube
Já imaginou desenvolver uma inteligência artificial capaz de identificar terremotos na Lua e em Marte e ainda oferecer uma plataforma online para a visualização desses eventos? Isso foi feito em apenas dois dias, entre 5 e 6 de outubro de 2024, por um time de estudantes da Universidade Federal de Uberlândia (UFU). A iniciativa garantiu a eles um lugar na final do maior hackathon (maratona de programação) do mundo: o Nasa Space Apps Challenge.
O time é um dos 40 finalistas mundiais do desafio, após concorrer com 93.520 participantes de outros 15.444 times de 163 países. A indicação da equipe brasileira para a última etapa foi revelada em novembro de 2024 e o resultado final será anunciado nesta quinta-feira (16), às 12h, no canal oficial da competição no YouTube.
O projeto finalista é o "42 QuakeHeroes", que visa detectar com precisão o início de eventos sísmicos (terremotos) em Marte e na Lua usando dados de velocidade do solo. Eles trabalharam com um modelo de redes neurais artificiais profundas para filtrar as informações recebidas pelas missões de sismologia e responder ao desafio de identificar a localização precisa dessas ocorrências.
Liderado pelo estudante Gabriel Ribeiro Filice Chayb, de Sistemas de Informação, o grupo responsável pelo projeto é formado por Larissa Borges de Mello, Ana Carolina Miziara Sabino de Oliveira Borges, Gustavo Ferreira Tavares, Gustavo Antonio Teixeira da Matos e Alailton José Alves Junior, todos da UFU.
O desafio colocado pela Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (Nasa) foi baseado em um problema real: as missões espaciais coletam diariamente uma quantidade imensa de dados sobre eventos sísmicos no sistema solar, mas apenas uma fração desse esforço gera resultados considerados cientificamente relevantes. A solução encontrada pelos estudantes da UFU se destacou por utilizar uma ferramenta de inteligência artificial, processando apenas os sinais importantes diante do volume de informações coletadas. Veja abaixo o vídeo de apresentação do projeto.
A COMPETIÇÃO O Nasa Space Apps Challenge ocorre anualmente desde 2012, partindo de centenas de eventos locais com duração de dois dias, período em que os participantes inscritos podem acessar os dados livres e abertos da Nasa e de agências espaciais de todo o planeta para abordar problemas do mundo real na Terra e no espaço.
Em 2024, os responsáveis pelo 42 QuakeHeroes compõem uma das sete equipes brasileiras que estão entre os 40 finalistas. Esta é a primeira vez que uma equipe de Uberlândia e do Triângulo Mineiro chega à final mundial, se juntando a outras duas equipes mineiras entre os 32 times brasileiros a alcançarem o feito. Segundo o grupo, é também a primeira equipe do Brasil a utilizar inteligência artificial em um projeto finalista no Space Apps.