Atletas do Praia Clube estão entre os melhores colocados na Corrida de São Silvestre

Núbia de Oliveira Silva e Johnatas de Oliveira Cruz finalizaram a prova em 3º e 4º lugar, respectivamente

Por REDAÇÃO I DIÁRIO DE UBERLÂNDIA-
3 Min

Atletas do Praia Clube estão entre os melhores colocados na Corrida de São Silvestre
Johnatas também havia sido melhor brasileiro do evento em 2023, quando ficou na 6ª colocação I Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Realizada anualmente em São Paulo (SP), a tradicional "Corrida Internacional de São Silvestre" teve brasileiros entre os primeiros colocados na última terça-feira (31). Núbia de Oliveira Silva e Johnatas de Oliveira Cruz, atletas do Praia Clube de Uberlândia, terminaram a corrida na terceira e quarta posição, respectivamente. No ano passado, Johnatas também havia sido o melhor brasileiro do evento, mas na sexta posição.

 

Johnatas é natural de São Pedro dos Ferros (MG), na região da Zona da Mata, mas mora em São Paulo (SP) desde que era adolescente. Após o término da corrida, com um tempo de 45 minutos e 32 segundos, o atleta falou sobre a performance e a preparação para mais uma edição da Corrida de São Silvestre.

 

"Este ano a gente mostrou que estamos mais perto de quebrar essa hegemonia [de vitórias de atletas africanos]. Temos que focar três meses antes para a São Silvestre. É foco, cabeça tranquila e o principal: muita mentalidade", disse Johnatas.

 

A fala de Johnatas tem ligação direta com a hegemonia conquistada por atletas africanos na corrida. Na edição de 2023, tanto na prova masculina quanto na feminina, os quenianos mantiveram a liderança na Corrida Internacional de São Silvestre. Desde que estrearam na competição, em 1992, eles detém 19 vitórias na prova feminina e 18 na masculina. Um dos maiores vencedores da corrida, com cinco vitórias, também é queniano: Paul Tergat, que conquistou o pódio em 1995, 1996, 1998, 1999 e 2000.

 

Nesta terça-feira, a queniana Agnes Keino venceu os 15 quilômetros da tradicional prova de rua de São Paulo em 51 minutos e 25 segundos. A segunda colocação também foi de uma queniana, Cynthia Chemweno, com o tempo de 52 minutos 11 segundos. Já no masculino, a vitória foi do queniano Wilson Too, com o tempo de 44 minutos e 21 segundos. Dentre as brasileiras, Nubia de Oliveira Silva ficou com a terceira colocação finalizando a prova em 53 minutos e 24 segundos; e Tatiane Raquel da Silva em quinto, com o tempo de 53 minutos 51 segundos.

 

CALOR

Os atletas de alto rendimento também concordam que o calor foi a principal dificuldade para completar a corrida. “Senti o clima a partir dos 10 quilômetros, quando começou a ficar mais quente. Aproveitei para me hidratar bastante durante a prova. Quando chegamos na Brigadeiro, eu já estava cansada e não consegui brigar até o final. O clima pesou bastante para todo mundo”, disse Tatiane.

 

“Estou muito feliz. A corrida foi boa. Mas a condição do tempo foi difícil por causa do calor”, concordou a campeã feminina da prova, Agnes Keino.

 

“O clima estava mais quente do que no ano passado. Mas pretendo voltar no ano que vem”, afirmou o campeão da prova masculina, que usou a São Silvestre como preparação para a Maratona de Sevilha, na Espanha.

 

O Brasil não alcança o topo do pódio da São Silvestre há muitos anos. No masculino, a última vitória foi em 2010, quando Marilson dos Santos conquistou o tricampeonato. No feminino, a última vitória foi em 2006, com Lucélia Peres.


*Com informações da Agência Brasil


Compartilhe esta notícia no WhatsApp
Compartilhe esta notícia no Telegram


VEJA TAMBÉM:

Ano novo, vida nova: psicóloga dá dicas para realização de metas em 2025


Tags »
Notícias Relacionadas »