Durante o período da Piracema, que começou em 1º de novembro e vai até 28 de fevereiro, a Polícia Militar intensifica as fiscalizações em rios e lagos para proteger espécies nativas que entram em reprodução durante o período. As ações incluem patrulhamento diário com foco em áreas aquáticas, como os reservatórios de Capim Branco e Miranda, na região de Uberlândia.
A pesca de espécies nativas é proibida na Piracema, como apaiari, bagre-africano, black-bass, carpa, corvina ou pescada-do-Piauí, peixe-rei, sardinha-de-água doce, piranha-preta, tilápias, tucunaré, zoiudo e híbridos. A prática pode resultar em multa e prisão de até três anos.
Apenas a captura de espécies exóticas como tilápia, tucunaré, carpa e black-bass, é permitida, respeitando o limite de três quilos de pescado por pessoa. Além disso, a pesca deve ser feita apenas com materiais específicos, como vara ou caniço simples.
Em entrevista ao Diário, o Tenente Diego Jorge, responsável pelas operações, esclareceu que os policiais estão mobilizados para prevenir a pesca irregular. “Estamos com patrulhamento aquático obrigatório nessa época, com ações constantes nos principais pontos de pesca da região”, afirmou.
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O militar destacou que, na temporada anterior, foram realizadas diversas apreensões de equipamentos e pescados, além da prisão de infratores. “Quem comete pesca predatória responde por crime ambiental, com pena superior a dois anos. Apreendemos o equipamento, que não é devolvido ao proprietário”, disse.
Para a nova temporada, a expectativa é de uma redução nos casos de infrações, principalmente com o reforço das operações em dezembro e janeiro, quando o movimento de pescadores aumenta por conta das férias.
“Em janeiro, a fiscalização será ainda mais intensa. As denúncias sobre pesca ilegal ajudam o trabalho da polícia e podem ser feitas pelo número 181 ou, se forem casos de flagrante, pelo 190”, apontou.
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