Cosplays de Uberlândia relatam paixão e histórias por trás das fantasias
Diário conversou com personagens da cidade que se preparam para concurso realizado neste fim de semana
Para eles, simplesmente vestir uma fantasia do herói ou personagem favorito não é o suficiente. É preciso incorporar todo o mundo mágico em volta, sair da vida real e de fato interpretar o papel daquela figura, seja de um jogo de videogame, de um filme ou de um anime. Essa é a cultura do cosplay, que tem conquistado cada vez mais adeptos e unido amantes da prática em Uberlândia.
O termo cosplay é a junção das palavras “cos”, que vem do inglês “costume”, e de “play”, que significa interpretar ou brincar. A partir disso, o significado é interpretar uma fantasia. O termo foi inventado durante um evento de cultura pop realizado em 1984, em Los Angeles. Depois, a atividade se popularizou pelo mundo todo.
Foi em 2011 que a uberlandense Sthefani Baesse descobriu o universo cosplay. Na época, com aproximadamente 14 anos, ela fazia parte de um fã-clube da saga “Crepúsculo”. Na estreia de um dos filmes da franquia, ela foi fantasiada de Bella Swan, personagem principal do longa-metragem. A partir disso, tomou gosto e segue se fantasiando até hoje.
Em entrevista ao Diário, Sthefani, hoje com 26 anos, contou sobre a preparação para mais uma competição de cosplays em Uberlândia, que acontece neste fim de semana. A Convenção de Animês e Tokusatsus de Uberlândia (Catsu) ocorre neste sábado (19) e domingo (20) para celebrar os 15 anos como o maior evento de cultura pop de Minas Gerais.
Dentre as principais atrações do evento, estão competições de videogame, eSports, experiências de realidade virtual, desenho, jogos de tabuleiro e KPop. O que chama a atenção de Sthefani é o concurso de cosplays. Para a edição de 2023, ela participa com dois personagens diferentes: Katarina, do jogo League of Legends, e Cruella de Vil, a vilã do filme 101 Dálmatas.
“Eu comecei a ir na Catsu quando o evento ainda era muito pequeno, era um dos únicos se não o único evento de cultura pop da região. As expectativas para este ano estão muito altas. Estou sem ir desde a pandemia. Vai ser muito legal rever os amigos e as pessoas de Uberlândia. Foi lá e através do cosplay que eu fiz muitas amizades”, disse.
Estudante de Relações Internacionais, Sthefani conta ainda que o cosplay começou como um hobby na sua adolescência, mas hoje é uma profissão. Frequentemente ela faz parte de eventos voltados para a atividade e consegue “pagar os boletos”, como ela mesmo diz. Para isso, foi preciso muito tempo de dedicação e estudo na área.
“Todo cosplay é uma fantasia, mas nem toda fantasia é um cosplay. À medida que você se dispõe a fazer um cosplay, você precisa estudar o personagem, os trejeitos, a forma com que ele fala, a forma com que ele interage com o público. É muito importante, porque o cosplay passa o limite da fantasia”, comentou Sthefani. • Compartilhe esta notícia no WhatsApp • Compartilhe esta notícia no Telegram PAIXÃO DESDE CRIANÇA
Estudante de psicologia, Ana Luiza Amui teve o primeiro contato com o mundo dos cosplays quando tinha apenas nove anos, durante um evento da Catsu. Apesar de os pais não entenderem muito sobre a cultura pop e japonesa, a uberlandense de 21 anos conta que eles foram fundamentais para que sua principal paixão fosse hoje uma forma de trabalho.
Atualmente, Ana Luiza trabalha com costura e produz as próprias fantasias de cosplay. Os personagens que ela mais gosta de fazer são a Princesa Peach, da franquia Super Mario, a princesa Elsa, do filme Frozen, e também a heroína Ahri, do jogo League of Legends. No fim de semana, ela também vai participar do concurso no evento de Uberlândia.
“Cosplay é o que eu mais gosto de fazer. Eu já fiz cosplay em outros eventos de São Paulo, em Uberaba. A expectativa é muito grande, vou começar a apresentar performances na Catsu, que é um dos meus sonhos. Eu sempre fui louca em apresentar. Estou investindo muito em uma boa apresentação”, conta.
PRIMEIRA COMPETIÇÃO
A mineira Maria Eduarda Gonçalves, de 20 anos, vai participar de um concurso de cosplay pela primeira vez neste fim de semana, na Catsu. A paixão pela atividade começou justamente na convenção, em 2016. Desde então, ela tem se dedicado diariamente ao estudo da prática, incluindo os materiais e as técnicas por trás das fantasias.
Natural de Vazante (MG), ela veio para Uberlândia em 2011. Foi aqui que ela fez as amizades e descobriu mais sobre a cultura japonesa e a cultura pop. Em sua cidade natal, ela não chegou a ter contato com cosplays, mas tomou gosto em sua adolescência. Dentre os principais personagens que ela faz, estão Mafuyu, do anime Given, e C.C, também do anime Code Geass.
“Eu vou competir pela primeira vez na Catsu, então não tenho grandes expectativas justamente por ser a primeira vez. Quero ver como é a experiência. Fazer cosplay é algo que eu gosto, é uma forma de eu me conectar com o personagem e fazer outras pessoas se conectarem com elas também. Vou de Barbara Pegg, do jogo Genshin Impact”, revelou.
SERVIÇO
O QUE: Catsu 2023
QUANDO: 19 e 20 de agosto, das 10h às 19h
ONDE: Castelli Eventos (avenida Lidormira Borges do Nascimento, 6000, Shopping Park)
INGRESSOS: a partir de R$ 50, à venda no site Ingresso Live
VEJA TAMBÉM: