21/05/2022 às 13h00min - Atualizada em 21/05/2022 às 13h00min

Frio intenso impulsiona venda de cobertores e pratos quentes em Uberlândia

Empresários relatam crescimento de até 300% na procura por produtos para amenizar as baixas temperaturas

IGOR MARTINS I DIÁRIO DE UBERLÂNDIA
Restaurante teve aumento de 300% na procura por caldos nesta semana I Foto: PIXABAY
A onda de frio que chegou a Uberlândia nesta semana, batendo até mesmo o recorde dos últimos 23 anos para o mês de maio, já tem impactado significativamente o comércio local. O Diário ouviu empresários da indústria têxtil e do setor alimentício, que relataram grande aumento na procura e das vendas de blusas de frio, cobertores e alimentos quentes.
 
É o caso da loja Tecidos Tita. Segundo o gestor de vendas Leonardo Prates Antunes, o estabelecimento teve entre 20% e 50% de crescimento na demanda nos últimos cinco dias. De acordo com o responsável, o item mais procurado pelos clientes é o cobertor popular para doação. O número de vendas do produto surpreendeu o profissional, após relatar que 4,8 mil desses cobertores foram vendidos em apenas 48 horas.
 
A procura pelos itens é impactada pelas campanhas do agasalho realizadas em Uberlândia neste período. Em meio ao frio intenso, diversas entidades e empresas começaram a mobilizar projetos de doações, que estão sendo entregues a famílias em vulnerabilidade social e pessoas em situação de rua.  “Nós enxergamos que teríamos um período bem forte de frio, e com isso conseguimos nos organizar para atender os clientes com um estoque cheio”, disse o gestor.
 
A um mês para a chegada do inverno, Leonardo conta que a empresa já tem se preparado para suprir a procura da clientela durante o período mais frio do ano. De acordo com o responsável, a loja deve fazer a contratação de pelo menos quatro novos funcionários, além de já ter encomendado vários cobertores diretamente da fábrica têxtil.
 
Para a próxima semana, a expectativa é de que a loja tenha mais oito mil cobertores populares à disposição. “Nós acreditamos que a loja é um serviço essencial. Se você está com frio, você precisa vestir uma roupa de frio, e se você está com fome, precisa comprar comida. Nós conseguimos ter essa preparação e estamos prevendo ainda mais vendas para o inverno”, completou.
 

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DEMANDA TRIPLICADA
Outro setor que também tem aproveitado o período de baixas temperaturas é o alimentício, especialmente os estabelecimentos que servem comidas apropriadas para o frio. Esse é o caso do proprietário do restaurante Sabor Caldo, Wilson Batista, que relatou um aumento de 300% na procura pelos caldos nesta semana.
 
Em conversa com a reportagem, o empresário disse que a onda de frio intensa surpreendeu a todos. Com isso, os caldos de frango, feijão, vaca atolada e mocotó precisaram ter a produção aumentada desde o último fim de semana.
 
Com tamanha demanda, o restaurante precisou fazer contratações temporárias para conseguir atender os clientes. “Tivemos que alterar o quadro da equipe. Contratamos funcionários para a cozinha e também entregadores. Enquanto durar esse frio vamos ter essa equipe maior. O problema é que temos cinco motoboys atualmente e ainda estamos com dificuldade de atender o público”, explicou.
 
A saída para o restaurante de Wilson tem sido antecipar os pedidos por meio das redes sociais. Ele conta que o Sabor Caldo funciona das 19h às 23h. Entretanto, com tanta procura, o estabelecimento abre os pedidos às 14h, para que a empresa possa se preparar e não sofrer com o alto número de clientes ao mesmo tempo.
 
“Hoje nós temos cerca de dois mil clientes fixos na cidade inteira. Imagina 5% desses clientes pedindo caldo ao mesmo tempo, estamos falando de 100 pessoas. Por isso, nós já estamos antecipando o horário de pedidos para que as pessoas possam agendar os pedidos. A pessoa pode fazer o pedido a partir de 14h. Tudo isso é para controlar a demanda”, detalhou Batista.

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