01/09/2021 às 15h40min - Atualizada em 01/09/2021 às 15h40min

Câmara aprova Título de Cidadania Honorária para Pabllo Vittar

Projeto foi apresentado pela vereadora Dandara (PT); parlamentares discutem falta de respeito em debates no legislativo

SÍLVIO AZEVEDO
Cantora é maranhense, mas já residiu em Uberlândia I Foto: Reprodução/Instagram
A Câmara Municipal de Uberlândia aprovou nesta quarta (1º), em discussão única, o título de Cidadania Honorária para a artista maranhense Phabullo Rodrigues da Silva, mundialmente conhecida como Pabllo Vittar, uma das mais populares vozes da música pop nacional.
 
O projeto de decreto legislativo foi apresentado pela vereadora Dandara (PT) e, em sua justificativa, a parlamentar defendeu os feitos da cantora, com prêmios vencidos e citações em revistas.
 
“Pabllo Vittar consagrou-se em todo mundo como uma das vozes mais combatentes na luta por direitos LGBTQIA+, sendo citada como ‘emblema de fluidez de gênero’ pelo consagrado tabloide americano The New York Times”, diz a justificativa.
 
Pabllo Vittar nasceu em São Luiz (MA), mas morou em Uberlândia, onde começou sua carreira musical e iniciou curso superior de Design de Interiores, na Universidade Federal de Uberlândia (UFU).
 
“Pabllo morou por longos anos neste município, inclusive no Bairro Élisson Prieto, quando o local ainda era a Ocupação do Glória. A cantora, publicamente, reivindica suas raízes uberlandenses (ou uberlandinas), levando o nome de Uberlândia por onde passa, de modo que faz jus ao reconhecimento de sua cidadania honorária”, fechou a justificativa do projeto.
 
Após muito debate, com apenas Cristiano Caporezzo (Patriota) questionando a indicação, a proposta foi votada e aprovada pela maioria dos parlamentares.
 
EDUCAÇÃO
Durante a sessão, outra discussão foi sobre o tratamento entre vereadores, muitos criticando a forma como o embate no plenário têm sido administrado entre eles.
 
Um dos casos citados foi o fato de parlamentares que viraram as costas para o deputado Federal Marco Feliciano (PSC) durante a entrega da Comenda Augusto César, na última sexta-feira (27).
 
Alguns parlamentares alegaram falta de educação com o legislativo municipal e com o vereador Neemias Miqueias (PSD), que indicou Feliciano para receber a honraria.
 
Murilo Ferreira (Rede) e Cláudia Guerra (PDT) foram dois dos que viraram as costas e justificaram na tribuna, nesta quarta, sobre o ato e justificaram afirmando que isso é um direito político, coisa normal, mas nada pessoal.
 
O vereador Murilo disse que Feliciano promove discriminação racial e sexual. “Fui um dos que virei as costas. Não tenho nada contra o Neemias Miquéias, mas contra o homenageado. Se ele tiver em 100 lugares que eu tiver, 100 vezes eu vou virar as costas”.


Cláudia Guerra afirmou que não se sente constrangida de ter virado as costas silenciosamente, respeitando o momento e o vereador. “Como eu, que promovo mulheres há 30 anos, combato a violência doméstica, vou bater palma e fazer cara de paisagem para um sujeito que inventa Movimento Escola Sem Partido, distorce conceitos e estudos de gênero para virar palhaçada de ideologia de gênero, que cria cenários que favorecem a violência conjugal e doméstica. Não posso”.
 
Em sua fala, Neemias disse que recebeu mensagens e telefonemas, inclusive do prefeito Odelmo Leão (PP) e criticou a forma como alguns parlamentares agem em decorrência da bandeira que defende. “Não entendo que política seja feito dessa forma, não é assim que eu faço. Entendo que olho no olho é melhor do que virar as costas”, disse Neemias.

 
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