27/08/2021 às 13h17min - Atualizada em 27/08/2021 às 13h17min

Mulher é suspeita de cortar dedo de criança de quatro anos com tesoura de poda

Garota, que é filha de um caseiro que trabalha na fazenda da autora, precisou passar por cirurgia no HC-UFU

DA REDAÇÃO

O Conselho Tutelar acompanha o caso de uma criança de quatro anos, que teve o dedo cortado, em Uberlândia. A vítima é filha do caseiro de uma fazenda e a denúncia é de que a patroa do funcionário tenha ferido a criança de propósito. O fato aconteceu no domingo (22), mas com medo, os pais só registraram a ocorrência na noite desta quinta-feira (26).

 

De acordo com informações levantadas pela Polícia Militar (PMMG), a criança tinha aberto uma torneira para lavar as mãos e teria sido repreendida pela mulher, que estava segurando uma tesoura de poda. Segundo a denúncia, a suspeita se aproximou da menina e falou em tom de ameaça para ela fechar a torneira. A mãe que estava acompanhando toda a cena de longe, virou o olhar rapidamente para o marido e logo depois ouviu quando a criança gritou de dor. 

 

Os pais perceberam o corte na mão direita filha e levaram a menina até a Unidade de Atendimento Integrado (UAI), do bairro Planalto. Devido a gravidade dos ferimentos, no entanto, a garota foi encaminhada para o Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (HC-UFU) e precisou passar por uma cirurgia. 

Ainda de acordo com o registro, antes de os pais saírem com a criança, a dona da fazenda teria dito para o caseiro não contar nada sobre o ocorrido para ninguém, caso contrário ela seria presa. Com medo de represálias, no hospital, os pais da criança disseram que a menina havia cortado o dedo enquanto brincava com um facão. 

 

Entretanto, quando o caseiro voltou até a fazenda com a família e a patroa não estava mais no local, e com medo de que o ferimento se agravasse, eles decidiram procurar o Conselho Tutelar e a Polícia Militar para fazer a denúncia. A dona da fazenda não foi mais vista. A família foi retirada da propriedade e levada para um lugar seguro. O caso deve ser acompanhado também pela Polícia Civil (PCMG). 

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