01/08/2021 às 09h08min - Atualizada em 01/08/2021 às 09h08min

Pesquisador da UFU desenvolve repelente natural com eucalipto típico da região

Produto é feito a partir do eucalipto citriodora, matéria-prima abundante na região há mais de 30 anos

LORENA BARBOSA
Repelente natural feito a partir do óleo de eucalipto | Arquivo Pessoal
O professor do Instituto de Química da Universidade Federal de Uberlândia (IQ/UFU) Evandro Nascimento desenvolveu um repelente a partir do óleo essencial do eucalipto citriodora, uma matéria-prima abundante na nossa região. 

“Aqui em Uberlândia existem indústrias que produzem o óleo do eucalipto citriodora. Elas extraem o óleo das folhas, que é usado muito na fabricação de produtos de limpezas, perfumarias e em saunas. Nossos estudos visam melhorar a finalidade dessa matéria prima, natural, que é rica na nossa região há mais de 30 anos, transformando-a num produto mais nobre”, explicou o professor.

Seja dentro da cidade ou na zona rural, quase todos já foram, pelo menos uma vez, incomodados por insetos. Principalmente por pernilongos, borrachudos e pulgas, animais que se alimentam de sangue. Um dos aliados para combater a ação desses insetos é o repelente, item presente em prateleiras de farmácias e supermercados.  

Diferente das outras substâncias sintéticas de forte poder repelente usadas comercialmente, o para-mentanodiol obtido pelo pesquisador já existe na natureza e é igualmente muito potente. E, por ter um aroma agradável, basta misturá-lo com apenas dois produtos para se ter um produto comercial de longa durabilidade. “A gente extrai o óleo da folha e através de uma reação química a gente transforma no produto bruto. Depois, mistura com óleo de girassol, que não decompõe facilmente, e com um pouco de álcool”, detalhou o pesquisador.

Ainda, por ter poucos ingredientes de baixo custo, ele é altamente competitivo. Acrescente-se a isso o fato de ser constituído somente de produtos naturais.

O produto desenvolvido pelo professor Evandro Nascimento foi testado em centenas de pessoas durante os últimos cinco anos em algumas regiões do Brasil, desde aqui na região do cerrado até o Pantanal. Os resultados foram positivos e apontam para uma eficiência semelhante à dos repelentes tradicionais. 

 
 

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