04/05/2021 às 19h25min - Atualizada em 04/05/2021 às 19h25min

Comitê reduz toque de recolher e amplia horários de bares e restaurantes em Uberlândia

Decreto também liberou a realização de eventos sociais e corporativos, limitados à participação de no máximo 50 pessoas, das 6h às 21h, durante toda a semana

FERNANDO NATÁLIO
O Comitê Municipal de Enfrentamento ao Covid-19 decidiu, em reunião realizada nesta terça-feira (4), reduzir o toque de recolher em Uberlândia para o período das 23h às 5h e manter a reabertura gradual das atividades econômicas da cidade.

No decreto, publicado nesta terça no Diário Oficial do Município (DOM), também ficou definido que o funcionamento de bares, lanchonetes, pizzarias, restaurantes e sorveterias terá o horário de funcionamento expandido até 21h de segunda a sexta. Aos sábados, os estabelecimentos poderão permanecer abertos das 11h às 21h e aos domingos das 11h às 16h. As medidas entram em vigor nesta quinta-feira (6).

Ainda de acordo com o decreto, também foi ampliado o horário de funcionamento de supermercados, hipermercados, mercearias, açougues, peixarias, sacolões e lojas de conveniência. De segunda a sexta, estes estabelecimentos poderão funcionar até 21h. Aos sábados, o funcionamento será até 21h e aos domingos até 14h.

O horário de funcionamento de padarias, quitandas e distribuidoras e depósito de bebidas também foi alterado. De segunda a sábado, estes estabelecimentos poderão permanecer abertos até 21h e aos domingos até 18h.

Também segundo o decreto, fica liberada a realização de atividades físicas em academias, quadras, campos, centros de treinamento, exclusivamente para práticas esportivas, das 6h às 21h de segunda a sábado. Aos domingos, estes estabelecimentos deverão ficar fechados. Para clubes e parques, o funcionamento também foi permitido de segunda a sábado das 6h às 21h, sendo vedada a abertura aos domingos.

O transporte público também teve mudança nos horários e está autorizado a funcionar diariamente das 5h às 22h. O Comitê também liberou a realização de eventos sociais e corporativos, limitados à participação de no máximo 50 pessoas, das 6h às 21h, durante toda a semana.
 
COMÉRCIO
O funcionamento de shoppings foi permitido de segunda a sábado, das 12h às 21h. Aos domingos, os centros de compras deverão ficar fechados. Já o comércio de bairros e do hipercentro da cidade foi autorizado a funcionar de segunda a sábado das 9h às 18h. Aos domingos, o comércio deverá estar fechado. O Comitê poderá, a qualquer momento, de forma extraordinária, promover alterações nas medidas, conforme evolução dos indicadores.

ACIUB
Em nota, a Associação Comercial e Industrial de Uberlândia (Aciub) reconheceu os esforços do poder público no combate à pandemia da Covid-19, mas lamentou a manutenção de várias restrições ao funcionamento do comércio da cidade “impostas há meses, gerando prejuízos irrecuperáveis às empresas e principalmente impactando na geração de emprego e renda para milhares de famílias”.

Ainda de acordo com a nota, a Aciub disse que em função do arrefecimento da pandemia em Uberlândia “e das evidências claras de que o fechamento da economia não minimiza o avanço desta triste doença”, a expectativa da classe empresarial era de que a Deliberação 10, publicada nesta terça-feira (4) pela Prefeitura de Uberlândia, acabasse com todas as restrições de funcionamento, inclusive para aulas presenciais nas escolas públicas e privadas no município.

“A Aciub, como sempre o fez desde o início da pandemia, apoia integralmente a decisão de priorizar o combate à Covid-19 como forma de preservar a vida em primeiro lugar. Ao mesmo tempo, reafirma a necessidade de que as medidas sanitárias sejam levadas em paralelo às atividades econômicas funcionando na plenitude. Ou seja, sem restrições seja de dia, horário ou segmento de atuação”, constou a Aciub na nota.

Também segundo a Associação, as empresas da cidade seguem fechando as portas definitivamente e eliminando centenas de empregos o que, inevitavelmente, agrava ainda mais a crise social com impacto especialmente sobre as famílias de baixa renda que dependem do setor privado como fonte de sustento.

“Reforçamos, por fim, nossa reivindicação da suspensão das restrições de circulação e funcionamento ainda restantes. Só assim iremos superar essa triste doença e, ao mesmo tempo, minimizar a tragédia social que já se faz presente em nossa sociedade”, finalizou a nota da Aciub.


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