20/03/2021 às 12h00min - Atualizada em 20/03/2021 às 12h00min

Descumprimento de restrições pode gerar boletim e até prisão do infrator

Durante período de toque de recolher, policiais militares intensificaram patrulhamentos em Uberlândia

BRUNA MERLIN
Restrição de circulação e proibição da venda de bebidas alcoólicas continuam na cidade I Foto: Secom/PMU
Desde o início da pandemia do novo coronavírus, a Polícia Militar de Minas Gerais (MPMG) vem investindo esforços para garantir o cumprimento das medidas restritivas por parte da população. Patrulhamentos, dispersões de aglomerações, abordagem educativa e até mesmo prisão de infratores fazem parte dos trabalhos desenvolvidos pelo órgão de segurança durante o período.
 
Minas Gerais passa por um dos momentos mais críticos da pandemia e para tentar amenizar o contágio do vírus, o estado e os municípios, como é o caso de Uberlândia, implantaram medidas mais rígidas de proteção. Entre elas estão: fechamento das atividades comerciais não essenciais, toque de recolher das 20h às 5h e a proibição da venda de bebidas alcoólicas.
 
O papel da Polícia Militar é auxiliar na fiscalização do cumprimento dessas e outras ordens necessárias para diminuir o alto índice de contaminação do coronavírus. Segundo a capitã da PMMG, Layla Brunnela, desde o início da nova fase de restrição, que começou em meados de fevereiro, os trabalhos foram intensificados em todas as cidades do estado.
 
“Intensificamos nossos patrulhamentos, principalmente durante o horário de toque de recolher. Abordamos veículos e pedestres que estão transitando pelas vias durante o período que é proibido”, explicou ela.
 
Ainda conforme dito pela capitã, a abordagem dos policiais é feita de forma escalonada. O primeiro passo é fazer uma abordagem educativa e pedir para que o infrator cumpra com a medida imposta. Caso haja resistência, os policiais são autorizados a realizarem a prisão do autor e confeccionar o boletim de ocorrência.
 
“Nossa primeira ação é orientar os cidadãos, pedindo para colocar a máscara ou pedindo para voltar para casa durante o horário de toque de recolher. Se houver resistência, nós aplicamos outras medidas, como a condução do autor à delegacia para o registro da ocorrência”, complementou.
 
Brunnela destacou ainda que a PMMG não está atuando contra os trabalhadores que de certa forma estão sendo prejudicados com as novas restrições. “Nós entendemos a dificuldade financeira que essas pessoas estão passando e não somos vilões. Temos empatia e realizamos diversas campanhas de doações que são destinadas a essas pessoas. Estamos cumprindo nosso papel para que essa situação passe o mais rápido possível e precisamos do apoio de toda a população”, frisou.
 
FESTAS CLANDESTINAS
A Polícia Militar também atua no recebimento e apuração de denúncias sobre festas clandestinas e outras irregularidades que infringem as regras impostas pelo Estado e Município. “Infelizmente, o número de festas irregulares ainda é grande. E contamos com a ajuda da população para denunciar essas situações”, ressaltou a capitã Layla Brunnela.
 
Em caso de flagrante de festas clandestinas, a atuação dos policiais também é feita de forma escalonada. Ao receber a denúncia, os militares vão até o local indicado para averiguar a situação.
 
“Mesmo sem um mandado temos autorização de entrar no local já que se trata de um flagrante delito. Nossa primeira ação é fazer uma abordagem educativa e pedir para que todos saiam do local e vão para casa. Caso haja resistência do organizador e dos participantes do evento, nós partimos para uma condução à delegacia”, frisou.
 
Brunnela ressaltou ainda que eventos clandestinos não são somente aqueles que acontecem de forma organizada e por meio da venda de ingressos. De acordo com ela, encontros familiares, mesmo que seja em propriedade privada, também são irregulares.
 
“Para tentar fugir do isolamento social, muitas pessoas usam a desculpa de ir ver a família e acabam se reunindo em um evento onde tem bebida alcoólica e várias pessoas. Isso também é proibido e denúncias devem ser feitas”, destacou.
 
As denúncias, tanto de eventos clandestinos quanto de outras ações que infringem com as regras de segurança, podem ser denunciadas através do 190. 
 
 
 
 
 
 

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