10/03/2021 às 20h27min - Atualizada em 10/03/2021 às 20h27min

Comissão apura denúncia contra vereadora suspeita de exercer atividades com Covid

Esta será a primeira investigação que Comissão de Ética fará desde que foi formada na Câmara Municipal, no início de fevereiro

FERNANDO NATÁLIO
Parlamentar nega acusações da representação feita por outro vereador I Foto: Aline Rezende/CMU
A Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara Municipal de Uberlândia recebeu uma representação, feita pelo vereador Cristiano Caporezzo (Patriota), apontando que a vereadora Gilvan Masferrer (Democracia Cristã) teria participado de atividades públicas mesmo estando ciente de que estava com a Covid-19, após ter confirmação da doença por meio de um exame que fez no fim de janeiro. A Comissão de Ética vai apurar a denúncia. Esta será a primeira investigação que a Comissão fará desde que foi formada, no início de fevereiro. 
 
Segundo o presidente da Comissão de Ética e Decoro Parlamentar, vereador Eduardo Moraes (PSC), a Comissão, agora, aguarda o posicionamento da Câmara, que será feito pelo procurador jurídico da mesma. Em seguida, a Comissão abrirá um processo, no qual vai ouvir os dois lados (denunciante e denunciada). Após esta etapa, a Comissão tomará a decisão se adotará uma penalidade ou não. Se optar pela penalidade, pode ser aplicada advertência verbal ou escrita, suspensão do mandato por 30 dias sem remuneração ou cassação.

“Se a opção for pela cassação, é aberto um processo de cassação, forma-se uma Comissão, que fará um parecer (favorável ou contrário à cassação) para o plenário votar sim ou não ao parecer. Para cassar, é necessária a votação de dois terços dos vereadores pela cassação”, explicou o presidente da Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara.

O Diário tentou contato com a vereadora Gilvan Masferrer, por meio de sua assessoria, para saber seu posicionamento sobre a representação feita na Comissão de Ética. Por meio de nota, a vereadora afirmou que não esteve na Câmara Municipal, nem em qualquer outro lugar, depois que teve conhecimento que estava com coronavírus.

“Com relação às especulações, a Vereadora Gilvan Masferrer esclarece que jamais frequentaria a Câmara Municipal, nem qualquer outro lugar, sabendo que estava com COVID-19. Esclarece ainda que, mesmo sem apresentar nenhum sintoma da doença, realizou o exame no dia 27 de janeiro, devido aos casos positivos de colegas parlamentares e assessores. Na UAI Pampulha, quando realizou o exame, foi informada que em dois dias úteis poderia pegar o resultado. Em consulta agendada para o dia 01/02 na UBSF do Bairro Joana Darc, a vereadora foi informada pelo médico sobre o resultado positivo. Depois disso, somente no dia 11 de fevereiro é que Gilvan voltou às atividades parlamentares, devido à liberação médica, após passar o período de isolamento”, afirmou por meio de nota.

A vereadora Gilvan Masferrer também negou ter participado de qualquer entrevista ou outra atividade enquanto estava com a Covid-19. “Ao contrário do que diz a representação contra a vereadora, não foi concedida entrevista à TV Integração no dia 31, pois Gilvan já estava em isolamento. Quanto ao vídeo da reunião com o Diretor Geral do Dmae, o mesmo foi gravado 2 semanas antes (no dia 20/01), e divulgado somente no dia 01/02, quando a vereadora já estava em isolamento. Um vídeo postado não significa que ele tenha sido gravado no mesmo dia”, disse em nota.

Também em seu posicionamento, feito por meio de nota, a vereadora disse que “lamenta que, mesmo diante da perda de uma assessora e uma colega parlamentar, as pessoas se aproveitem para inventar histórias absurdas, com o objetivo de prejudicá-la”.
 
 

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