09/03/2021 às 12h04min - Atualizada em 09/03/2021 às 12h04min

Com aumento da pandemia, consumo de oxigênio em Uberlândia aumenta 300%

Com o aumento de pacientes internados nas UAIs e do consumo de oxigênio, Prefeitura de Uberlândia está ampliando a capacidade da rede

FERNANDO NATÁLIO
O agravamento da pandemia do coronavírus em Uberlândia neste primeiro bimestre do ano fez com que o consumo de oxigênio na cidade aumentasse 300% entre dezembro de 2020 e fevereiro de 2021. A informação é da empresa White Martins, fornecedora de oxigênio para as redes de saúde pública e particular de Uberlândia.

Esta elevação ocorre, principalmente, porque os pacientes com Covid-19 mais afetados pela doença precisam do suporte de oxigênio durante o tratamento, já que a infecção pelo coronavírus provoca uma inflamação no pulmão, prejudicando a transferência eficaz desta substância elementar para dentro do sangue e das células. 

Questionada pelo Diário sobre a possibilidade de faltar oxigênio em Uberlândia, devido ao aumento do consumo do mesmo por pacientes com Covid-19 no município, a White Martins informou, por meio de nota, o percentual de crescimento do consumo, mas disse que o fornecimento de oxigênio vem sendo realizado regularmente aos seus clientes das redes de saúde pública e privada na cidade de Uberlândia. 

Ainda segundo a nota, a White Martins afirmou “que compete às instituições de saúde públicas e privadas sinalizar qualquer incremento real ou potencial de volume de gases às empresas fornecedoras”. A nota enviada ao Diário também diz que a “companhia tem mantido contato constante com seus clientes e autoridades de saúde locais sobre a variação de consumo de oxigênio e solicitou que sejam comunicadas formalmente e previamente as necessidades de acréscimo no fornecimento do produto, bem como a previsão da demanda”.

Também conforme a nota, a White Martins menciona que “estes estabelecimentos são responsáveis pela gestão da saúde e têm acesso a dados que compõem o panorama epidemiológico da COVID-19, como o índice e a velocidade de contágio da doença, o crescimento da taxa de ocupação de leitos, a abertura de novos leitos, a implantação de hospitais de campanha, a quantidade de pacientes atendidos, bem como a classificação dos casos”. Finalizando a nota, a empresa fornecedora de oxigênio à cidade de Uberlândia afirma que a “White Martins – como qualquer fornecedora deste insumo – não tem condições de fazer qualquer prognóstico acerca da evolução abrupta ou exponencial da demanda”.

PREFEITURA AMPLIA CAPACIDADE DA REDE
Com o aumento de pacientes internados nas Unidades de Atendimento Integrado (UAIs) e do consumo de oxigênio, a Prefeitura de Uberlândia informou que está ampliando a capacidade da rede para evitar um desabastecimento e continuar garantindo o tratamento destes pacientes.

A ampliação começou, neste domingo (7), na unidade do bairro Luizote de Freitas, que recebeu um novo tanque com capacidade para 4.950 metros cúbicos de oxigênio líquido - isso equivale a 500 cilindros. Anteriormente, o tanque da unidade comportava 1.700 metros cúbicos. 

Com a mudança, será possível trabalhar com mais segurança no atendimento dos pacientes, conforme explicou o secretário municipal de Gestão Estratégica, Raphael Silveira.  “Tivemos um aumento de consumo de cinco vezes em comparação com os meses de novembro e dezembro, provocando um abastecimento de cinco a seis vezes por dia. Uma logística inviável para a unidade e para os pacientes. Com a troca do tanque, esse reabastecimento, de acordo com a média de consumo, ocorrerá a cada dois a três dias, trazendo mais segurança para todos”, afirmou.

Além da troca do tanque, também foi ampliada a rede de abastecimento dentro da unidade, passando de 25 para 138 pontos de oxigênio ofertados. A mudança da rede de oxigênio está acontecendo em todas as unidades que foram destinadas ao atendimento exclusivo de pacientes com Covid-19. A expectativa é de que até o fim desta semana as unidades dos bairros Morumbi, Roosevelt e São Jorge passem pela ampliação.  


 
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