10/03/2021 às 08h00min - Atualizada em 10/03/2021 às 08h00min

Paratletas da Aparu/Futel brigam por vaga nos Jogos de Tóquio

Rodrigo Parreira, Mauro Evaristo e Rafaela de Paula mantêm rotina de treinos em Uberlândia em meio à pandemia

DA REDAÇÃO
Rafaela de Paula, do lançamento de disco, tem grandes chances de se classificar para os Jogos Paralímpicos l Foto: Divulgação Futel

Mesmo com a pandemia da Covid-19, a Fundação Uberlandense do Turismo, Esporte e Lazer (Futel) tem mantido os treinamentos de paratletas de alto rendimento de associações parceiras que tenham competições internacionais previstas para 2021.

Este é o caso de três representantes do atletismo da Associação dos Paraplégicos de Uberlândia (Aparu): Rodrigo Parreira, Mauro Evaristo e Rafaela de Paula, todos com grandes chances de serem convocados para os Jogos Paralímpicos de Tóquio, competição prevista para acontecer no período de 24 de agosto a 5 de setembro.

O trio, inclusive, foi convocado para a Semana de Treinamento Seletivo, na sede do Centro Paralímpico Brasileiro, em São Paulo. “O evento é uma espécie de pré-convocação para os Jogos Paralímpicos e terá somente a participação de paratletas com chances reais de classificação. A Semana de Treinamento Seletivo acontecerá em junho e será a última oportunidade para obter os índices necessários para garantir uma vaga em Tóquio”, afirmou o profissional de educação física da Futel e treinador de atletismo da Aparu, Leandro Garcia.

“Rodrigo Parreira (salto em distância), Mauro Evaristo (arremesso de peso) e Rafaela de Paula (lançamento de disco) têm grandes chances de se classificarem, já que os três obtiveram importantes índices em suas modalidades, desde 2019”, disse.

 Os treinos do atletismo têm sido realizados no SESI Gravatás, com a participação de apenas um paratleta por horário e todos os cuidados de prevenção à Covid-19 necessários, como distanciamento social, uso de máscara de proteção e constante higienização com álcool em gel.

ENQUANTO ISSO, NO JAPÃO
O comitê organizador da Olimpíada de Tóquio disse que pode suspender o revezamento da tocha olímpica se grandes aglomerações aumentarem os riscos de infecção do novo coronavírus.
O revezamento da tocha mais contido, que começará em 25 de março e percorrerá o Japão, será transmitido ao vivo para evitar ajuntamentos nas ruas, disse Yukihiko Nunomura, executivo sênior da Tóquio-2020, em uma entrevista coletiva.

Ele disse que os organizadores ainda não decidiram se realizarão o revezamento em Tochigi, agendado inicialmente para o final de março, porque a região pediu que atividades ao ar livre desnecessárias sejam evitadas durante a pandemia. "Se, por acaso, alguma aglomeração densa acontecer nas ruas, o revezamento da tocha pode ser detido, já que priorizamos a segurança e a proteção", disse Nunomura.

Medidas mais rígidas, como a ausência de espectadores, são possíveis, já que não se antevê como a pandemia de Covid-19 transcorrerá, disseram autoridades. Nas cerimônias de revezamento da tocha será proibido comer e beber, mas o consumo de água será permitido para se evitar o risco de insolação, de acordo com as diretrizes.

A Olimpíada de Tóquio enfrenta uma série de obstáculos, como a oposição pública decorrente das preocupações de saúde e comentários machistas do ex-chefe do comitê organizador. Segundo os organizadores, cerca de mil voluntários olímpicos desistiram no mês passado, período em que o presidente do comitê organizador, Yoshiro Mori, renunciou por causa de comentários sexistas e uma mulher foi escolhida para substituí-lo.

Os voluntários são a espinha dorsal dos Jogos, já que fazem de tudo, inclusive conduzir pessoas aos locais de competição, traduzir e transportar visitantes. Os organizadores dizem não acreditar que isto afetará a realização do evento, já que o número de desistentes é somente cerca de 1% do total.


 


VEJA TAMBÉM:

Classificado, Uberlândia encara o Vôlei Renata nos playoffs



 


Tags »
Notícias Relacionadas »
Comentários »