11/02/2021 às 07h30min - Atualizada em 11/02/2021 às 07h30min

Número de mortes por Covid-19 cresce 72% nos últimos quinze dias em Uberlândia

De 26 de janeiro a 9 de fevereiro, foram registrados 62 óbitos, enquanto na quinzena anterior, foram 36 mortes

BRUNA MERLIN
Para controlar aumento de casos e mortes por Covid-19, Comitê de Enfrentamento anunciou restrições em Uberlândia I Valter de Paula/Secom/PMU
As confraternizações de fim e começo de ano ainda causam reflexos no índice de contaminação da Covid-19 em Uberlândia. Nos últimos 15 dias, o número de mortes pela doença cresceu 72% se comparado com a quinzena anterior.

Conforme apurado pelo Diário de Uberlândia com base nos dados divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS) no boletim epidemiológico do dia 9, último informado antes desta reportagem ser redigida e publicada, de 26 de janeiro a 9 de fevereiro, foram registrados 62 óbitos pela enfermidade na cidade. O maior número de mortes computadas durante esse período aconteceu no dia 2 de fevereiro, com oito vítimas fatais. 

Analisando os dados de 15 dias anteriores, de 11 de janeiro a 25 de janeiro, foram registradas 36 mortes. Neste período, o maior número de óbitos computados ocorreu no dia 25 de janeiro, com cinco vítimas fatais.

 Segundo o infectologista e membro do Comitê Municipal de Enfrentamento à Covid-19, Marcelo Simão, esse aumento já era esperado, já que muitas pessoas não respeitaram o isolamento social durante as festas comemorativas. O mês de janeiro deste ano teve 13.152 notificações positivas para o coronavírus, o que colocou o mês em primeiro lugar na quantidade de casos confirmados desde o início da pandemia.

“Essa elevação na quantidade de mortes é um reflexo do aumento de casos confirmados desde a segunda quinzena de janeiro. Casos confirmados podem acabar em mortes que são confirmadas dias depois”, explicou.

Os idosos, com idades entre 60 e 90 anos, foram as maiores vítimas do coronavírus. Durante o período analisado pela reportagem, 47 mortes foram de idosos. Os 15 óbitos restantes são de vítimas com idades entre 30 e 59 anos.

“A maioria dos casos confirmados são de jovens, mas o que as pessoas esquecem é que a doença é transmissível e ela chega nos idosos, que acabam sofrendo muito mais, podendo resultar em óbito”, ressaltou Simão.

INTERNAÇÕES
O infectologista Marcelo Simão também chamou a atenção para o crescimento da quantidade de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) ocupadas. De acordo com o boletim epidemiológico da última terça-feira (9), a taxa de ocupação dos leitos na rede municipal destinados à Covid era de 98%.

“É um número preocupante porque nunca tivemos tantos leitos ocupados na cidade. Em novembro e dezembro estava controlado e bastou um mês para piorar como nunca havia acontecido”, destacou.

SOLUÇÕES
No dia 3 de fevereiro, a Prefeitura de Uberlândia anunciou uma nova deliberação de restrição do funcionamento do comércio para tentar controlar o aumento de casos e mortes no município. De acordo com o membro do Comitê Municipal de Enfrentamento à Covid-19 Marcelo Simão, a expectativa é de que a medida reflita de forma positiva e que, nos próximos 15 dias, as quantidades de pessoas contaminadas e de óbitos diminuam.

“Essa solução foi anunciada porque as aglomerações em estabelecimentos estavam sem controle. Ninguém estava respeitando a pandemia mais. Sem distanciamento social, sem utilização de máscaras e outros equipamentos para a proteção individual”, complementou o infectologista.

A deliberação começou a valer a partir do dia 5 de fevereiro e é válida por 10 dias, ou seja, finaliza em 14 de fevereiro. Contudo, o Município já afirmou que haverá uma nova avaliação do Comitê para saber se é necessário prolongar as restrições comerciais.

“Temos consciência de que só iremos sair disso com a vacina, mas atitudes do dia a dia podem diminuir os efeitos. O distanciamento social deve ser respeitado e os equipamentos para proteção individual devem ser utilizados”, finalizou Marcelo simão.


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