15/12/2020 às 09h44min - Atualizada em 15/12/2020 às 09h44min

Operação combate fraudes em contratos de obras rodoviárias em Uberlândia

Força-tarefa investiga desvio de mais de R$ 500 milhões dos cofres públicos; operação também foi realizada em outras cidades de MG

DA REDAÇÃO
Operação foi realizada com apoio da CGU e Ministério Público | Foto: Polícia Federal/Divulgação
A Polícia Federal com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU) e o Ministério Público Federal (MPF) deflagrou, na manhã desta terça-feira (15), uma operação para combater fraudes e crime de corrupção na execução de contratos para obras rodoviárias em Uberlândia. A força-tarefa investiga procedimento licitatórios que resultaram em um prejuízo de mais de meio bilhão de reais aos cofres públicos.

A ação denominada de “ZIGZAG 2” trata-se da quarta fase da operação “Rota BR-090”. Na primeira etapa, servidores públicos e empresas responsáveis pelo desvio de recursos públicos do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (Dnit) na região de Oliveira (MG) foram investigados. Apurações posteriores identificaram que a supervisora dos contratos teria participado do esquema delituoso, ocasionando a deflagração da 2ª fase.

Duas das empresas investigadas também estariam agindo junto a servidores públicos nas regiões das cidades mineiras de Prata e Teófilo Otoni, resultando na deflagração da 3ª Fase da operação.

A 4ª etapa, realizada nesta terça-feira, trata da ampliação das investigações sobre as duas empresas investigadas, visto que também teriam atuado de forma fraudulenta em contratos da região de Uberlândia. Além disso, há indícios de que teriam se utilizado de uma terceira pessoa jurídica para que o grupo criminoso continuasse atuando na região da cidade de Prata, sem chamar a atenção dos órgãos de controle.

A PF cumpriu sete mandados de busca e apreensão, uma ordem de afastamento de servidor, bloqueio de quase R$ 50 milhões dos investigados e realizou o impedimento de três pessoas jurídicas de firmar contratos com a administração pública.

Ao todo, 12 servidores foram afastados durante toda a investigação, sendo quatro ex-superintendentes. Além dos crimes de corrupção ativa e passiva, organização criminosa, fraude e peculato, os investigados poderão responder por sanções previstas nas Leis nº 12.846/13 e nº 8.666/93, estando sujeitos a até 40 anos de prisão, em caso de condenação.

O Diário procurou o Dnit para se manifestar sobre as novas denúncias e aguarda retorno. 






 

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