09/12/2020 às 18h10min - Atualizada em 09/12/2020 às 18h10min

Prefeitura negocia aquisição de 400 mil doses da vacina contra o coronavírus

Odelmo Leão confirmou nesta quarta (9) que está em negociação com dois laboratórios para garantir a imunização na cidade

DHIEGO BORGES

O prefeito Odelmo Leão confirmou na tarde desta quarta-feira (9) que está em processo de negociação com dois laboratórios para aquisição de 400 mil doses da vacina contra o coronavírus. Segundo o chefe do Executivo, as negociações estão sendo feitas com o Instituto Butantan, responsável pela CoronaVac, e a farmacêutica União Química, que deve produzir a vacina russa Sputnik V.

Em entrevista coletiva, Odelmo mostrou a resposta que já obteve do Instituto Butantan na tarde desta quarta. O prefeito disse que iniciou o contato com o laboratório no dia 1º de outubro e que recebeu um protocolo para que a Prefeitura examine o documento e, caso as negociações sejam encaminhadas, quando a vacina estiver autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o Município terá as doses garantidas.

O prefeito não soube dizer o valor do investimento, que segundo ele vai depender do custo da unidade, ainda não informado pelo laboratório. Mas, adiantou que a prioridade na vacinação será para pessoas que fazem parte dos grupos de risco, entre eles profissionais da saúde, idosos e pessoas acamadas.

“Também já estou em contato com o Dr. Fernando, proprietário da União Química, que representa o Fundo Russo no Brasil e será um dos distribuidores da vacina, e já disse que tão logo ele esteja preparado vai disponibilizar para a cidade de Uberlândia. Eu espero que o Governo Federal possa fazer a compra dessa vacina e fazer a distribuição, independente do nome da vacina. O que nós precisamos é ter a vacina para vacinar o nosso povo. Não há aqui nenhum confronto com o governo. Todos nós devemos estar juntos”, destacou Odelmo.

O prefeito também disse que já começou a preparar as equipes de vacinação para quando houver a autorização da Anvisa. Questionado sobre uma possível previsão, Odelmo disse que espera que até o início do ano haja um entendimento para começar a imunização. “Não é hora de continuar nessa politização de vacina A, B, C ou D. O que eu quero é a vacina aprovada pela Anvisa e que possa atender a nossa população, independente do nome dela, é isso que eu desejo”, finalizou.  


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