07/04/2020 às 12h04min - Atualizada em 07/04/2020 às 12h04min

Vereadores de Uberlândia iniciam semana em novos partidos

Com o fim da janela partidária na sexta-feira, 12 dos 27 legisladores foram para outras legendas

SÍLVIO AZEVEDO
Janela partidária começou no dia 5 de março e terminou em 3 de abril | Foto: CMU/Divulgação
Segundo a legislação eleitoral, sete meses antes da eleição abre-se a janela partidária, período em que deputados e vereadores podem trocar de partido sem o risco de perder o mandato por infidelidade partidária. Esse ano, o prazo de 30 dias terminou na última sexta-feira (3).
 
Na Câmara Municipal de Uberlândia, 12 vereadores começaram a semana em novos partidos. Desses, dois estavam sem legenda no início da janela, dia 5 de março. Entre os que optaram pela mudança estão o presidente de Casa, Ronaldo Tannús, que trocou o MDB pelo PL, o recém-empossado Guilherme Miranda, que foi do PSD para o PP, Liza Prado, do Pros para o MDB, e Adriano Zago, que visando a eleição para o executivo migrou do MDB para o PDT.
 
No início da janela partidária, o Diário fez um levantamento que mostrou que 15 dos 27 vereadores garantiriam permanência nos partidos. Desses, apenas Liza Prado fez a migração. Segundo ela, a escolha foi motivada por uma atitude da própria legenda.
 
“Eu perdi o partido. Faltando poucos dias para a janela partidária a executiva nacional nomeou uma comissão provisória. Eu era presidente do partido e estava preparando uma lista para saber quem estava filiado e ativo para montar a chapa. Quando olhei no sistema, tinha uma comissão nova”.
 
Diante dessa situação, Liza disse que procurou um partido que lhe desse uma segurança de trabalhar e pensar em uma possível reeleição. “O MDB é um partido equilibrado, sem extremos e tem história no país. Eu não pensava em candidatar, mas agora abriu essa possibilidade, mas vai depender. Não vejo clima para eleição com tudo que o país passa por causa do novo coronavírus”.
 
O MDB recebe Liza, mas perdeu dois vereadores. Um dele é o presidente Ronaldo Tannús, que agora está no PL. Segundo ele, a disputa política interna foi o que mais pesou para a saída. “O MDB aqui é dividido em duas, três alas. Nem sabiam se montariam chapa, pois nem para conversar me chamaram. E o PL montou uma chapa muito boa. Conversei com vários partidos e é quem vai me dar oportunidade de uma disputa mais igualitária e com boas chances de ser reeleito”.
 
Outro vereador que saiu do MDB foi Adriano Zago, que disse à reportagem que encontrou no PDT melhores oportunidades para viabilizar sua pré-candidatura a prefeito de Uberlândia.
 
“Tomei essa decisão por considerar que para dar continuidade ao meu trabalho dentro de um projeto maior para a cidade de Uberlândia, precisaria buscar uma nova legenda. Dentro de uma nova convergência partidária que estamos construindo em meio à maior crise política no município”.
 
Sobre a escolha por se colocar à disposição como pré-candidato ao Executivo a tentar uma reeleição como vereador, Zago enfatiza querer ser mais um reforço na luta pela restauração da credibilidade da classe política da cidade, abalada pelos escândalos de corrupção.
 
“Essa também é uma das razões pela qual coloquei meu nome à disposição para ser pré-candidato a prefeito de Uberlândia. Esse não é um projeto pessoal. Juntos e com muito diálogo, vamos fazer uma frente ampla de siglas. E o PDT me ofereceu um projeto maior e mais relevante - da retomada da ética e da honestidade na política e na administração pública uberlandense”. 
 
Quem também deixou o partido foi a vereadora Dra. Jussara Matsuda, que confirmou à reportagem que se desfiliou do PSB, mas não informou sobre seu destino. Disse apenas que não será candidata à reeleição. Segundo divulgado pelo departamento de Comunicação da Câmara Municipal, ela não se filiou a outra legenda. “Entendo que já dei minha contribuição nesse poder e é preciso abrir espaço para que outras pessoas também tragam suas experiências e competências para contribuir com o desenvolvimento da nossa querida Uberlândia”.
 
VEREADORES AFASTADOS
Os vereadores que estão com mandato suspenso também se movimentaram no período da janela partidária. Dos 13, oito se mantiveram nos partidos de origem. Outros três mudaram de legenda. São eles: Ronaldo Alves, Vilmar Rezende e Doca Mastroiano, indo para o Democracia Cristã, PP e Patriota, respectivamente.
 
Marcelo Cunha estava sem partido e fechou com o PMB. Murilo Ferreira, que também não tinha legenda se filiou, mas informou que aguarda decisões para divulgar em qual.
 
Todos ainda podem concorrer à reeleição em outubro, pois os direitos políticos não foram suspensos no pedido de afastamento feito pelo Ministério Público Estadual durante investigações das operações Má Impressão, Guardião e/ou Poderoso Chefão.
 
VEREADORES QUE MUDARAM DE LEGENDA

 
VEREADORES AFASTADOS QUE MUDARAM DE PARTIDO





 
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