17/02/2020 às 17h24min - Atualizada em 17/02/2020 às 17h58min

Ex-técnico do Uberlândia Esporte move ação contra o clube

Felipe Surian cobra valores referentes à rescisão contratual e pagamentos não realizados; valor total da causa é de R$ 621 mil

IGOR MARTINS
Surian foi demitido do UEC após má campanha no Campeonato Mineiro | Foto: Fernando Aquino/UEC
Dentro de campo, o cenário para a equipe do Uberlândia Esporte Clube (UEC) em relação ao último mês é de perspectivas melhores. Após duas vitórias seguidas, contra Coimbra e o Tupynambás, a equipe começa a respirar ares de recuperação no Campeonato Mineiro. Fora das quatro linhas, entretanto, uma outra situação joga em desfavor do Clube. Demitido no final de janeiro, o ex-técnico Felipe Surian move uma ação contra o UEC cobrando valores referentes à rescisão contratual e pagamentos que não teriam sido realizados por parte do Verdão.

A reportagem do Diário teve acesso ao documento judicial, em que constam os pedidos da defesa do ex-comandante do Uberlândia Esporte. Segundo o processo, o treinador não teria recebido o 13º salário proporcional de 2019 e o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), avaliados em R$ 2 mil e quase R$ 4 mil, respectivamente. Além disso, de acordo com os advogados do técnico, Surian teria sido demitido sem receber o valor de suas férias proporcionais, que somariam o valor de R$ 5.300.
 
RESCISÃO CONTRATUAL
Uma cláusula do contrato entre o Clube e o profissional previa ainda que caso uma das partes desistisse ou rescindisse o contrato unilateralmente, esta deveria indenizar a outra em um valor de R$ 500 mil em um prazo máximo de até 10 dias. Como Felipe Surian tinha contrato com o UEC até 26 de abril e foi desligado no dia 30 de janeiro, deveria ter sido reembolsado no tempo limite, o que de acordo com a defesa do ex-técnico não ocorreu. Pelo atraso do pagamento da indenização, o Uberlândia Esporte poderá ter que arcar com mais R$ 24 mil de multa.

Uma audiência na Justiça do Trabalho está marcada para o dia 10 de março, prazo final para que o clube uberlandense faça o acerto com ex-técnico. Em caso de não cumprimento, o time precisará desembolsar ainda um valor de aproximadamente R$ 3.666,66. Na ação, a defesa do treinador cobra também honorários de sucumbência entre 5% e 15% do valor da causa, avaliados em pouco mais de R$ 81 mil.

Por meio de nota, o departamento jurídico 
do Uberlândia Esporte Clube informou que ainda não foi notificado da existência do processo trabalhista relacionado ao ex-técnico e que irá se pronunicar após tomar ciência dos termos da demanda. Ainda de acordo com a nota, "o clube não reconhece os valores postulados e que vem sendo divulgados e apresentará oportunamente a sua defesa no processo judicial". 

O Diário também entrou em contato com Felipe Surian, que preferiu se manifestar somente após a realização da audiência.

O Uberlândia volta a campo no próximo dia 1º de março, quando vai a Belo Horizonte enfrentar o Cruzeiro, no Mineirão.















 
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